Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram em assembleia geral, realizada ontem pela manhã, no Campus I da instituição, aderir à paralisação nacional marcada para a próxima sexta-feira – assim como os professores, que já haviam aprovado adesão ao movimento em assembleia realizada no dia 18 de outubro.
O protesto deve contar com a participação de sindicatos de todo o país em torno do Dia Nacional de Luta contra as reformas trabalhista e da Previdência. No caso dos professores, a paralisação não afetará os campi de Areia, Bananeiras e Litoral Norte. Na assembleia de ontem dos servidores, também ficou decidido que ainda não haverá greve da categoria, aprovada pela Plenária Nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), como havia sido pautado até a realização da assembleia.
De acordo com a agência de notícias da UFPB, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), Severino Ramos, informou que a convocação de mobilização ocorre porque não existe nenhum canal de negociação entre a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e o Governo Federal.
Ele revelou que desde 2016, a Fasubra tem protocolado vários pedidos de reuniões com o MEC para discutir sobre o que ficou acordado na greve de 2015, porém, até agora, não recebeu respostas em relação a isso. O governo editou a Medida Provisória 805 que prevê aumento de 11% para 14% na contribuição previdenciária dos servidores públicos, a partir de fevereiro de 2018.
Ramos analisou que, além de não receberem as correções salariais relacionadas às inflações dos anos de 2014 a 2017, os trabalhadores terão uma redução salarial na ordem de 3% e os congelamentos de reajustes para os anos 2018 e 2019. Ele disse ainda que o governo pensa em retirar o direito de incentivo à capacitação e qualificação, extinguindo o Plano de Carreira dos Cargos dos Técnico- Administrativos em Educação (PCCTAE), cuja conquista foi obtida com muita luta pela categoria das universidades públicas.
Redação
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