Em entrevista ao Portal Nossa Ciência, Claudio Furtado, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties) da Paraíba, falou sobre as ações de sua pasta e as escolhas na aplicação de recursos em ciência pelo estado paraibano.
Segundo Furtado, o Complexo Científico do Sertão e o Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas, como os grandes projetos do governo, em sua área. Este último com a perspectiva de abrigar o primeiro computador quântico funcional da América Latina. A proposta é clara: transformar conhecimento em desenvolvimento, interiorizar oportunidades e inserir a Paraíba em áreas tecnológicas de fronteira.
Outro gargalo histórico do setor é a conexão entre a produção científica e a economia. Neste aspecto, o secretário ressalta o programa de incentivo à transformação das patentes depositadas pelos cientistas paraibanos em bens, produtos e processos para a sociedade, à inovação e à criação de startups, além de mecanismos para aproximar universidades e setor produtivo.
Outro eixo estratégico apontado é a interiorização da ciência. Para o gestor, projetos como o Complexo Científico do Sertão, que reúne equipamentos como radiotelescópio, parque paleontológico, museu e cidade da astronomia, pretendem levar desenvolvimento a regiões historicamente menos favorecidas, tendo a ciência como vetor de transformação regional.
“A Paraíba investiu mais de R$ 700 milhões de janeiro de 2019 a dezembro de 2025, e podemos chegar a marca de quase R$ 1 bilhão no final de 2026 em ciência e tecnologia”, disse o secretário. A afirmação de Furtado reforça sua avaliação de que o governador João Azevedo, que deixou o cargo para concorrer ao Senado, e seu sucessor, o atual governador Luiz Ribeiro, elegeram a ciência e tecnologia como um pilar fundamental para o desenvolvimento do estado.
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Redação
