Por pbagora.com.br

Os servidores da rede municipal de ensino de João Pessoa ocuparam o gabinete do prefeito Luciano Cartaxo (PT), no Centro Administrativo Municipal, na manhã desta quarta-feira (08), para exigir negociação sobre a greve, que já dura mais de 20 dias.

Ontem em assembléia geral, realizada na sede da Federação Espírita de João Pessoa, a categoria decidiu estender a paralisação e manter a greve por tempo indeterminado até que a gestão municipal apresente uma nova proposta, que não seja o reajuste de apenas 3%.

Segundo a servidora Maria Augusta, que faz parte do comando de greve da Educação, os grevistas só deverão deixar o gabinete caso o prefeito receba uma comissão para dialogar.

“Nós estamos aqui reivindicando nossos direitos, melhorias de estrutura e de material para as escolas e deliberamos ontem em assembléia que só vamos sair do gabinete quando tivermos uma resposta concreta do prefeito Luciano Cartaxo”, disse.

Maria Augusta lamentou as ameaças de corte de ponto feitas pela administração municipal contra os servidores grevistas em estágio probatório. “Nós sabemos que quem está em estágio probatório é o prefeito, por isso vamos ficar aqui até termos uma resposta concreta da gestão, queremos uma nova proposta”, asseverou.

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Ontem o secretário de Articulação Política Adalberto Fulgêncio disse que a prefeitura de João Pessoa ofereceu 3% de reajuste mais a formação de uma comissão com a participação do sindicato para analisar, em agosto, a evolução da receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Caso haja crescimento deve haver reajuste.

O secretário ainda afirmou que o governo municipal pretende criar uma comissão para estruturar a progressão funcional dos professores.

Nessa segunda-feira (06), o sindicato enviou ao Tribunal de Justiça um recurso para tentar derrubar a ilegalidade da greve.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem), Daniel de Assis, informou que algumas escolas voltaram a funcionar parcialmente “para que os professores tivessem um contato com a comunidade escolar, com os pais e para dar uma aula de cidadania” 
 



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