Ao largo da crise internacional, que no Brasil resultou em fortes cortes na produção da indústria e queda no consumo, a operadora de celular Vivo registrou no quarto trimestre um desempenho bem acima do obtido no mesmo período de 2007. A receita líquida da operadora de telefonia celular subiu 14% no quarto trimestre de 2008, ante igual intervalo de 2007, para R$ 4,268 bilhões, enquanto os custos operacionais avançaram apenas 3,9%, para R$ 2,872 bilhões. A combinação desses dois fatores levou a empresa a anotar um lucro líquido de R$ 215,5 milhões entre outubro e dezembro passados, alta de 722,5%, conforme balanço consolidado divulgado nesta sexta-feira, 13.

 

O presidente da operadora, Roberto Lima, atribui o resultado à "política de seletividade" que vem sendo praticada pela empresa. "Não buscamos novos usuários a qualquer custo: queremos um crescimento saudável da carteira, com clientes que gerem receita", afirmou o executivo à Agência Estado. A Vivo terminou 2008 com uma base de 44,9 milhões de clientes, 20% maior na comparação anual. A empresa também se diz mais seletiva na concessão de subsídios e nos projetos de investimento.

 

A geração de caixa medida pelo Ebitda da Vivo somou R$ 1,396 bilhão, com 42,6% de acréscimo sobre o quarto trimestre de 2007, levando a margem Ebitda a 32,7% – alta de 6,6 pontos porcentuais no período. O resultado financeiro líquido, no entanto, piorou sensivelmente, à razão de 174,8%, ficando no vermelho em R$ 282,8 milhões.

 

Mas o diretor de Relações com Investidores da Vivo, Carlos Raimar Schoeninger, afirmou o principal motivo deste avanço é o custo de carregamento financeiro das licenças que a empresa comprou para explorar a terceira geração de telefonia móvel (3G).

 

Segundo ele, a Vivo faz operações de proteção cambial para todo o estoque de sua dívida denominada em moeda estrangeira, embora a operadora tenha indicado variação monetária e cambial líquida negativa em R$ 35,3 milhões no quarto trimestre de 2008, revertendo o ganho de R$ 6,7 milhões contabilizado um ano antes. As despesas financeiras totalizaram R$ 312,7 milhões, alta de 88,5%, constituindo a principal influência para o resultado financeiro negativo.

 

estadao.com.br

 

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