Categorias: Economia

Queda nas taxas cobradas por bancos é determinação de Dilma

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O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que a redução do spread bancário é uma determinação da presidente Dilma Rousseff. O spread – a diferença entre o valor que o banco paga para tomar dinheiro emprestado dos correntistas e os juros cobrados em empréstimos para os mesmos – dos bancos brasileiros é o maior do mundo e foi criticado em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realizada manhã de hoje, da qual Tombini participou.

[A queda do spread] continua sendo prioridade do governo e temos trabalhado com medidas rigorosas. Reduzir o spread tem sido uma preocupação da presidenta (sic) e sob orientação dela nessa matéria nós temos trabalhado alguns tópicos importantes. Houve muito progresso desde o passado em relação ao spread de dez ou 15 anos atrás. E temos que levar em consideração que cerca de 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média nos últimos anos. O acesso ao crédito aumentou", afirmou Tombini.

Segundo o presidente da autoridade monetária, algumas medidas serão tomadas pelo BC para reduzir o spread bancário. Uma delas, que já está em vigor, é o cadastro positivo, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, um rol de bons pagadores. Entre os objetivos desse cadastro, está a redução dos juros e do spread cobrado desses contribuintes.

Entre as medidas já anunciadas pelo BC, estão a redução do limite para que o BC controle as operações de crédito realizadas no sistema de R$ 5 mil para R$ 1 mil. Outra iniciativa é a liberação de R$ 30 milhões, ao longo de 2012, para pequenos bancos realizarem empréstimos. "Isso aumenta a competição entre os bancos e reduz as tarifas. Não estamos de mãos vazias nessa questão", garantiu o presidente do BC.

Spread brasileiro

De acordo com dados divulgados neste mês pelo Ministério da Fazenda, o spread para pessoa física no Brasil atingiu média de 34 pontos percentuais em 2011 – 10,07% de juros anuais quando o banco toma o empréstimo e 43,7% de juros em crédito ao consumidor. Ainda que a diferença seja alta, o Ministério da Fazenda considera que o spread para as famílias está em patamar historicamente baixo. O índice já atingiu os 60 pontos percentuais.

O governo considera, ainda, que o spread bancário para as empresas está em nível historicamente alto, atingindo 18 pontos percentuais. Segundo a Fazenda, o alto spread para as pessoas jurídicas incentiva a captação de empréstimos em bancos internacionais.

Terra

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