Por pbagora.com.br

A busca por planos de previdência privada cresceu quase 10% no primeiro semestre deste ano. Isso quer dizer que cada vez mais gente busca a opção de investimento como forma de "engordar" a aposentadoria. Entretanto, a queda nos juros – a taxa básica Selic está em 8,75% ao ano – pode afetar o montante que o trabalhador terá na hora de resgatar o plano.

Isso porque os planos de previdência normalmente investem boa parte dos recursos em títulos do governo e outros papéis de baixo risco que estão atrelados ao juro básico da economia, que vem em trajetória de queda, tendo recuado quase 50% desde janeiro de 2006. Há três anos e meio, a Selic estava em 17,25% ao ano.

Quem fez o seu plano com uma simulação de rendimento médio anual real (taxa de juros com o desconto da inflação) de 8%, por exemplo, pode ter que refazê-la para ter uma ideia melhor de como será o rendimento daqui para a frente. Isso porque, com a Selic a 8,75%, a taxa de juros real brasileira está hoje pouco acima de 4%, segundo a consultoria UpTrend.

 

Como o G1 mostra em simulação (veja quadro abaixo), o total acumulado por um investidor que guarda mensalmente R$ 200 por 40 anos com um rendimento médio de 6% ao ano pode ser, ao fim do período de acumulação, mais de R$ 300 mil menor do que se o rendimento for de 8% ao ano.

Segundo informações do bancos, um plano PGBL com investimento em renda fixa do Bradesco, por exemplo, rendeu 12,02% em 2006; nos últimos 12 meses, o rendimento foi de 9,43%. Em um exemplo do Banco Real, a rentabilidade foi de 15,82% em 2005, caindo para 8,94% nos últimos 12 meses.

G1