O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estendeu por mais 30 dias o subsídio concedido ao óleo diesel, mantendo o desconto de R$ 2,12 por litro aplicado diretamente nas bombas de combustível em todo o país. A decisão surge como resposta à escalada nos preços do petróleo no mercado internacional, provocada pelo acirramento dos conflitos armados no Oriente Médio, que elevam a cotação do barril para patamares superiores a US$ 100.
Como a malha rodoviária responde pelo escoamento de mais de 70% das mercadorias consumidas em território nacional, a contenção desse custo opera como barreira para conter o repasse imediato aos índices gerais de inflação.
O benefício entrou em vigor originalmente em maio, implementado por meio de medida provisória, e recebeu uma ampliação de abrangência em setembro. Diante da persistência das pressões externas sobre o setor de energia, a equipe governamental optou pela manutenção do valor de corte para evitar o encarecimento das cadeias de suprimentos e dos fretes urbanos e interestaduais.
A continuidade do alívio tributário gera custos expressivos para o orçamento da União. O desembolso mensal da iniciativa supera R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, montante que se soma a uma série de desonerações tributárias e elevações nas despesas federais aprovadas ao longo do exercício fiscal corrente. A permanência da medida amplia as desconfianças do mercado financeiro em relação à capacidade do país de manter o controle do endividamento público.
Redação
