A inflação oficial do país desacelerou em abril, mas continuou pressionada por aumentos nos preços da gasolina, dos alimentos e medicamento. A inflação registrou variação de 0,67%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao resultado de março (0,88%), mas acumula alta de 2,60%, no primeiro quadrimestre, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.
Os dados foram divulgados nestaterça-feira (12/05) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os grupos de alimentação e bebidas e de saúde e cuidados pessoais foram os principais responsáveis pela alta do índice. O primeiro avançou 1,34% em abril e respondeu pelo grupo de maior impacto no IPC.
“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.
Redação