A taxa de desemprego brasileira ficou em 9% no quarto trimestre do ano passado, somando 9,1 milhões de pessoas em busca de um trabalho, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado é o maior para toda a série histórica do indicador, iniciada em 2012, e ficou praticamente em linha com a expectativa de desocupação de 9,1% apontada pela Bloomberg News.
No trimestre anterior, a taxa de desocupação estava em 8,9% e no quarto trimestre de 2014 era de 6,5%. Na média do ano, a taxa de desemprego ficou em 8,5%.
O número de pessoas desocupadas ficou praticamente estável em relação ao terceiro trimestre e saltou 40,8% em relação ao mesmo período de 2014, na maior alta da série histórica na comparação anual.
Cerca de 77,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, nível 0,2 pp (ponto percentual) acima do observado no quarto trimestre de 2014.
O rendimento médio real habitual caiu 1,1% na comparação trimestral e recuou 2% na relação anual, para R$ 1.913.
O indicador mapeia o desemprego em cerca de 3.500 municípios.
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