Foto: Jorge Araujo/ Fotos Publicas
Apesar de sucessivas intervenções do Banco Central (BC), o dólar fechou em forte alta nessa segunda-feira (16), atingindo R$ 6,094 na venda, com um avanço de R$ 0,059 (+0,99%). Esse é o maior valor nominal registrado desde a criação do Plano Real, em 1994. O cenário também afetou a bolsa de valores: o índice Ibovespa, da B3, caiu 0,84%, encerrando o pregão aos 123.560 pontos, menor nível desde 26 de junho.
Logo após a abertura do mercado, o Banco Central realizou suas primeiras intervenções para tentar conter a alta da moeda norte-americana. Foram vendidos à vista US$ 1,6 bilhão das reservas internacionais. Em seguida, no meio da manhã, a autoridade monetária efetuou uma nova operação, injetando US$ 3 bilhões no mercado, com compromisso de recompra futura. Mesmo com essas medidas, o dólar continuou subindo ao longo da tarde.
Fatores domésticos e externos contribuíram para o desempenho negativo do mercado. No Brasil, os investidores estão atentos à votação do pacote de corte de gastos, que estava prevista para iniciar nesta segunda-feira em uma sessão extraordinária virtual da Câmara dos Deputados. Nos últimos dias, o governo liberou cerca de R$ 7 bilhões em emendas parlamentares para tentar destravar a pauta no Congresso.
No cenário internacional, as atenções se voltam para a reunião do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), que ocorrerá nesta semana. A expectativa gira em torno da decisão sobre a possível redução dos juros básicos norte-americanos, que tem impacto direto em economias emergentes como a brasileira.
Além disso, declarações feitas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, também trouxeram instabilidade ao mercado. Trump afirmou durante a tarde que pretende sobretaxar produtos brasileiros, o que adicionou pressão ao câmbio e elevou a preocupação dos investidores com as relações comerciais entre os dois países.
PB Agora
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