Categorias: Economia

Dólar fecha a R$ 1,71, com quarta queda seguida; Bovespa recua 0,54%

PUBLICIDADE

O dólar fechou em queda pelo quarto dia seguido nesta sexta-feira (6), acompanhando o mercado global num dia de divulgação de importante relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana caiu 0,17%, a R$ 1,719. Nas quatro sessões de negócios de novembro, a queda acumulada é de 2,11%.

Na metade do dia, o dólar chegou a exibir leve alta, refletindo o aumento da aversão ao risco após o aumento do desemprego nos Estados Unidos para o maior nível em 26 anos e meio, a 10,2% em outubro.

A Bolsa de Valores de São Paulo recuou 0,54% no dia, mas encerrou a semana com alta acumulada de 4,75%.
 

A reação inicial perdeu fôlego, no entanto, quando investidores passaram a levar em conta a revisão positiva nos números referentes a setembro e agosto.

No final da tarde, o dólar se mantinha praticamente estável ante uma cesta com as principais moedas. Enquanto isso, divisas mais favorecidas por aumento do apetite por risco, como o dólar australiano, exibiam alta.

A sequência de quedas do dólar nos últimos dias anulou o movimento ocorrido na semana anterior, quando o aumento da volatilidade internacional e alguma reação à cobrança de IOF sobre investimentos estrangeiros para ações e renda fixa haviam devolvido a taxa de câmbio para o patamar de R$ 1,75.

Com o dólar se aproximando novamente do nível psicológico de R$ 1,70, aumenta a cautela de investidores com possíveis medidas adicionais do governo para tentar frear a entrada de capital no país.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso, o mercado já absorveu os 2 por cento de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Atenção a medidas

Nesta sexta-feira (6), o diretor-executivo de desenvolvimento da BM&FBovespa, Paulo Oliveira, disse em Londres que discute com o governo medidas como a permissão para que margens de garantia sejam depositadas no exterior e para que fundos de pensão locais comprem bônus fora do país.

Na quinta-feira (5), porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que outros tipos de controle de capital não estavam sendo avaliados pelo governo "no momento".

O economista Guilherme da Nóbrega, do banco Itaú, escreveu que medidas adicionais desse tipo não parecem muito prováveis.

– Porém, o seu risco não pode ser simplesmente descartado.

Às vésperas do encontro de ministros de Finanças do G20, uma fonte do ministério da Fazenda afirmou que os desequilíbrios no fluxo de capital estão relacionados também ao regime de câmbio fixo da China.

– Ou todos os países têm um câmbio fixo, ou todos têm um câmbio flutuante.

R7

Últimas notícias

Bruno abre caminho para sua esposa, a primeira dama de CG, ocupar vice na chapa de Efraim

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), voltou a confirmar a possibilidade…

23 de abril de 2026

Deputado Wellington Roberto age rápido, aciona polícia e ajuda prender suspeito de tentar aplicar golpes em políticos da PB

O parlamentar marcou encontro com o suspeito e acionou a polícia que fez a prisão.…

23 de abril de 2026

Lucas Ribeiro reitera alinhamento do PP com Lula e descarta interferência nacional

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), reafirmou nesta quinta-feira (23) que não há possibilidade…

23 de abril de 2026

Leo Bezerra mantém portas abertas para João e prega harmonia com projeto de Cícero: “Vou conversar com todos”

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), afirmou que pretende manter o diálogo com…

23 de abril de 2026

Discussão de trânsito envolvendo motorista de ônibus e motociclista deixa uma pessoa morta e duas feridas, em JP

Um motociclista morreu e duas pessoas ficaram feridas após um incidente envolvendo um ônibus na…

23 de abril de 2026

Tarcísio Jardim se afasta da CMJP para assumir vaga na ALPB; Mô Lima retorna à Câmara

A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou, na sessão desta quinta-feira (23), o afastamento do…

23 de abril de 2026