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Comércio de Campina deve ter vendas inferiores a 2014

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 A crise econômica que o País atravessa se refletiu no comércio de Campina Grande. O setor estima que este ano as vendas de Natal devem cair em relação ao mesmo período do ano passado, devido a crise. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), prepara uma campanha para tentar aquecer as vendas. O presidente da entidade, Arthur Bolinha pediu criatividade aos empresários no sentido de achar alternativas para driblar a crise e manter as vendas pelo menos no patamar de 2015. O setor de eletrodoméstico deve ser os mais afetados. Os empregos temporários também devem cair este ano.

 

Em meio a crise, algumas lojas já estão se decorando para a festa de final de ano.

Segundo relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), as demissões em Campina Grande superaram as contratações no acumulado dos nove meses do ano. De janeiro a setembro foram registrados 18.689 desligamentos, ante 16.317 admissões em todos os setores da economia na cidade. Esse é o pior cenário registrado nos últimos oito anos.

 

De acordo com Artur Almeida, presidente da CDL, ainda não tem como mensurar os números do impacto, mas alguns lojistas têm reclamado da queda nas vendas. “A partir do momento em que as demissões são maiores que as de admissões, além de diminuir o poder de compra do consumidor tem também a questão negativa, por que as pessoas ficam com pessimismo. Elas deixam de comprar com medo de demissão e, ter mais descontrole financeiro, então o comércio sente o impacto”, avaliou Artur.

 

Segundo o dirigente lojista, a reação do comércio é demitir também e o problema surge quando, com os desligamentos, o desemprego e a queda na renda das famílias, além do consumo, acabam caindo ainda mais. “As pessoas sentem a inflação no bolso e freiam seus hábitos consumistas por insegurança ou até falta de dinheiro. A inadimplência também aumenta, dificultando ainda mais a situação dos lojistas”, acrescenta.

 

Os reflexos da redução do poder de compra do consumidor são visíveis e a preocupação dos lojistas não é à toa. Somente este ano, segundo o CAGED, ocorreram 2.758 demissões no comércio varejista de Campina Grande, frente as 2.554 contratações, no mesmo período, sendo o cargo de vendedor o que mais fechou vagas de emprego.

 

PBAgora

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