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Caminhoneiros fazem protestos por reajuste do frete e pressionam senadores

Movimento nacional dos caminhoneiro estão se organizando para manifestação em Brasília por melhores condições de trabalho. O objetivo é chegar ao DF com caminhões de todas as regiões (Valter Campanato/Agência Brasil)

Caminhoneiros iniciaram paralisações em diferentes regiões do país desde de ontem (13), para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. Os atos foram registrados em acessos ao Porto de Santos (SP), Itajaí (SC), Porto de Suape (PE) e na BR-040, em Luziânia (GO). A mobilização foi motivada pela demora na apreciação da proposta.

No Porto de Santos, o maior do Hemisfério Sul, houve um bloqueio parcial no acesso à margem direita do complexo portuário. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interdição durou menos de uma hora, com passagem liberada quando solicitada, e não causou impactos nas operações portuárias.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha a movimentação nas rodovias federais e destacou que, até o momento, não foram registradas interdições provocadas pelos manifestantes.

A MP do Frete pode perder a validade caso não seja votada pelo Senado até a próxima quinta-feira (16). O texto altera regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, cria mecanismos de fiscalização do frete e prevê a instituição de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas. A expectativa dos caminhoneiros é que a proposta seja colocada em votação dentro do prazo legal, evitando a perda de validade da medida provisória.

Redação

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