Com a crise econômica afetando a arrecadação, o governo federal decidiu buscar um superávit primário (a parcela das receitas destinada ao abatimento da dívida pública) menor neste ano, informa reportagem de Fábio Zanini e Gustavo Patu na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto cairá de 3,5% para 2%, ainda acima das estimativas do mercado, de 0,59%. A arrecadação de tributos federais, em forte queda no primeiro bimestre, deverá ficar R$ 35 bilhões abaixo do previsto no Orçamento aprovado para este ano, apurou a Folha.

A redução do superávit primário, cuja meta deverá cair de 3,8% para algo mais próximo de 3,3% do PIB, também contribuirá para injetar mais dinheiro na economia. Para adotar a medida, o governo pretende usar um mecanismo avalizado pelo FMI que permite abater da meta o equivalente a 0,5% do PIB em despesas com obras prioritárias em infraestrutura.

As decisões devem ser anunciadas oficialmente até sexta-feira.

Folha Online

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