São 39 autores de 14 países, 18 mesas literárias e orçamento de R$ 6,3 milhões. Com essa estrutura, começa hoje a 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que promete reunir cerca de 20 mil pessoas durante os cinco dias de evento.
“A riqueza está no encontro dessas vozes diferentes, na mistura que faz toda a diferença”, analisa o diretor de programação da Flip, Flávio Moura, que recebe mais uma vez o indiano Salman Rushdie, participante da 3ª edição, agora para fazer o lançamento mundial de Luka e o Fogo da Vida. Ele é autor-síntese da literatura chamada multicultural, fio condutor dos debates desta Flip.
O crítico britânico Terry Eagleton abordará a polêmica entre ciência e religião, que foi levantada ano passado por Richard Dawkins. Já a escritora paulista Patricia Melo vai promover um diálogo com a americana Lionel Shriver sobre os suspenses psicológicos e a criminalidade presente nos romances contemporâneos.
Prestes a completar 80 anos, o poeta Ferreira Gullar será homenageado no evento. Ao lado de Eucanaã Ferraz, Chacal e Antonio Cícero, participará de um tributo poético pelos 80 anos da publicação de Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade. Gullar também revisitará sua trajetória e lerá trechos de Em Parte Alguma, livro de poemas que ainda não foi lançado.
Muito esperado, o cantor Lou Reed, que havia confirmado presença na Flip para lançar o livro Atravessar o Fogo, cancelou sua participação. Ele alegou apenas “motivos pessoais”.
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