Matéria especial da Folha de São Paulo, de ontem (05), deu destaque a conquista da atriz e diretora a paraibana de 42 anos, Mayana Neiva, 42. Após anos dedicados à atuação, ela conquistou um prêmio no Beverly Hills Film Festival, em Hollywood, com o documentário “Onde Eu Começo?”, projeto íntimo que nasceu durante a pandemia e marca sua estreia na direção.
Conhecida por papéis de destaque na teledramaturgia, Mayana agora se afirma como diretora, conquistando a crítica internacional com seu primeiro projeto atrás das câmeras. De acordo com Mayana, a ideia do filme, que ganhou o troféu melhor documentário em curta-metragem pelo júri popular, surgiu a partir de um questionamento pessoal sobre identidade e origem. “Eu me perguntei onde é que a minha história começa, onde é que eu, como artista, começo”, disse.
Mayana Neiva ganha prêmio por documentário em festival de cinema nos Estados Unidos Após anos vivendo fora do Brasil – incluindo uma temporada em Nova York -, ela passou a refletir sobre suas raízes. “Eu começo pela minha ancestralidade feminina e pela minha ancestralidade masculina”, diz.
O documentário foi filmado ao longo de três meses em Esperança, na Paraíba, e constrói um paralelo entre a volta de alguém ao seu lugar de origem e a história de seu avô, José Neiva. De origem humilde, ele trabalhou como balaieiro em feira até descobrir a fotografia e se tornar um dos principais nomes da área em Campina Grande. “Ele terminou se tornando um dos maiores fotógrafos da Paraíba na época”, conta a neta, orgulhosa. A trajetória, segundo a atriz, foi determinante para sua formação. Foi uma pessoa que me norteou os meus valores, por isso que o filme chama ‘Onde Eu Começo?‘”, diz.
Sem recorrer a recursos públicos ou a grandes produtoras, Mayana financiou o projeto com recursos próprios. “Foi um documentário feito sem nenhuma lei de incentivo, que eu fiz sozinha com a minha família, com o meu pai”, afirma. O investimento, segundo ela, ficou entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. “Era como se eu quisesse guardar a história do meu avô, como quem guarda uma mensagem numa garrafa para o tempo futuro”, resume.
Redação