Os trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba, em Assembléia realizada nesta Segunda-feira (21), deliberaram pela continuidade da greve da categoria no Estado e aguardam a retomada das negociações em Audiência de Conciliação que será realizada na próxima quinta-feira (24) às 09h30 no TST em Brasília.
Confira as reivindicações da categoria:
– Reposição salarial de 41% / R$ 300,00 linear de aumento real de salário
– Implantação do PCCS-Plano de Cargos Carreira e Salários dos Trabalhadores;
– Fim das Tercerizações e do Projeto de Lei 3677/08
– Contratação imediata de Carteiros e Atendentes.
O Sindicato dos Trabalhadores da ECT na Paraíba, Empreiteiras e Similares (Sintect-PB), publicou outra vez uma carta aberta à população explicando o motivo da greve geral. Confira a seguir:
‘CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
Porque os trabalhadores em Correios estão em greve?
Os Correios e Telégrafos é uma das empresas públicas de maior credibilidade junto à população brasileira, como também se encontra entre as mais lucrativas e de maior crescimento econômico dos últimos anos, obtendo em 2008 um lucro recorde de 11,5 bilhões.
Em contrapartida a isto, a categoria amarga o mais baixo salário do serviço Público Federal com um Piso de R$ 649,00, como também uma brutal sobrecarga de trabalho por falta de contratação de Carteiros e Atendentes, o que tem gerado inúmeros transtornos a população que vem recebendo suas correspondências em atraso e enfrentando enormes filas para atendimento nas Agencias.
Os trabalhadores em Correios, com data base em agosto e em plena Campanha Salarial desde o dia 30 de julho, reivindicam 41% de reposição salarial e R$ 300,00 reais de aumento real de salário, tendo como contra proposta da ECT apenas 4,5% de reajuste salarial.
A ridícula contra proposta de apenas 4,5% de reajuste salarial apresentada pela Direção da ECT, foi rejeitada em todas as assembléias da categoria realizadas no país dia 02 de setembro, a qual deliberou pela realização de nova assembléia dia 15 de setembro objetivando a apresentação de uma nova contra proposta por parte da Direção da Empresa que evitasse a greve.
Infelizmente a Direção dos Correios resolveu intransigir nas negociações e manter sua política de arrocho salarial e sobrecarga de trabalho, obrigando seus trabalhadores a utilizarem a greve como única alternativa para garantir uma proposta compatível com a real lucratividade da empresa.
Contamos com o apoio e a compreensão da população a esta luta, pois ela não é apenas uma luta econômica da categoria, mas é também pela manutenção de um Correio Público e de qualidade acessível a toda população.
A DIRETORIA’
Da Redação
