A Polícia Federal abriu inquérito para investigar ocorrências relacionadas à falta de transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). As apurações buscam esclarecer se houve ações deliberadas para dificultar o deslocamento de eleitores e comprometer o exercício do direito ao voto.
A informação foi divulgada pelo diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali. Segundo ele, os procedimentos incluem a apuração de possíveis situações de obstrução do direito de votar, entre elas a eventual ocultação de veículos que deveriam estar disponíveis para o transporte de passageiros.
“Tudo ainda está sendo apurado”, afirmou Cali ao comentar o andamento das diligências.
Além de Sergipe, a Polícia Federal acompanha ocorrências relacionadas à mobilidade urbana em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia. A corporação atua em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o Ministério Público Eleitoral e outras forças policiais para reunir informações e esclarecer as circunstâncias dos casos.
As investigações deverão verificar se os problemas registrados decorreram de falhas operacionais ou se houve condutas com potencial de impedir ou dificultar o acesso dos eleitores aos locais de votação.
Falta de ônibus em Salvador motivou disputa judicial
Na Bahia, a redução da oferta de ônibus em Salvador provocou uma disputa judicial durante o domingo de votação. O Tribunal Regional Eleitoral determinou a disponibilização de 100% da frota de transporte coletivo da capital, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
A decisão também encaminhou o caso para apuração de possíveis crimes eleitorais. A investigação da Polícia Federal deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e verificar se houve irregularidades relacionadas à garantia do direito ao voto.
PF registra 44 termos circunstanciados e conduz 56 pessoas
Durante a mesma coletiva, Dennis Cali informou que a Polícia Federal havia registrado 44 termos circunstanciados e conduzido 56 pessoas em razão de ocorrências relacionadas ao processo eleitoral.
A corporação também apreendeu bens avaliados em R$ 11 milhões. Entre as principais ocorrências registradas estavam propaganda irregular, violação do sigilo do voto, desobediência eleitoral e desordem.
A abertura do inquérito sobre a falta de transporte público busca esclarecer se houve irregularidades que possam ter afetado o exercício do direito de votar. Até a conclusão das investigações, eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
PB Agora
