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Paraíba registra 147 focos de incêndio em 2026 e entra no radar para período de maior risco

Foto: Major Galvão/Corpo de Bombeiros da Paraíba

A Paraíba registrou 147 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 12 de agosto de 2026, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O número coloca o estado entre os que tiveram menor quantidade de ocorrências no país no período.

Apesar do cenário relativamente mais favorável, o período de agosto a outubro exige atenção. As previsões dos órgãos de monitoramento climático indicam temperaturas acima da média e possibilidade de chuvas abaixo do normal em grande parte do Nordeste, condições que podem favorecer o ressecamento da vegetação e aumentar a propagação do fogo.

O alerta está relacionado também ao avanço do El Niño, fenômeno que já está configurado no Pacífico e deve se intensificar ao longo do segundo semestre. Segundo o INMET, o fenômeno tende a aumentar o risco de seca na faixa norte do Nordeste e favorecer temperaturas mais elevadas.

Para o conjunto do país, os dados apontam 29.618 focos de incêndio até 12 de agosto. Mato Grosso lidera o ranking, com 4.553 registros, seguido por Tocantins (4.141), Bahia (3.256), Maranhão (3.121) e Pará (3.112).

Na região Nordeste, a Bahia aparece com o maior número de ocorrências, enquanto a Paraíba registra 147 focos, abaixo de Ceará (750), Pernambuco (411), Alagoas (200), Rio Grande do Norte (183) e Sergipe (131).

Os órgãos de monitoramento, no entanto, alertam que o El Niño não provoca diretamente as queimadas. O fenômeno pode criar condições mais favoráveis ao fogo, especialmente quando há baixa umidade, altas temperaturas, períodos prolongados sem chuva e vegetação seca. A ocorrência de incêndios também está frequentemente relacionada à ação humana.

As projeções oficiais indicam que o El Niño deve permanecer ativo até pelo menos o início de 2027, com possibilidade de atingir intensidade forte ou muito forte entre a primavera e o início do verão.

Para a Paraíba, o cenário reforça a necessidade de atenção durante a fase mais seca do ano, principalmente em áreas rurais e de vegetação mais suscetível ao fogo.

Redação com Brasil61

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