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Maioria dos cursos avaliados no CPC 2019 do MEC possui conceito entre 3 e 5

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Indicador é calculado a partir dos resultados do Enade

Dos 8.188 cursos de graduação participantes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019 e com Conceito Preliminar de Curso (CPC) calculado, 91,6% deles – ou 7.501 – obtiveram notas entre 3 e 5, sendo essa última a maior. Os dados pertencem à avaliação do MEC 2019, divulgada nessa quarta-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O cálculo do CPC das instituições é importante para nortear a elaboração de políticas educacionais por parte do Governo. O conceito serve, também, como subsídio para a supervisão e a regulação da educação superior.

Dos 2.167 cursos ministrados em faculdades, 82,1% alcançaram desempenho entre as faixas 3 e 5. Dos 2.126 cursos de centros universitários, 91,2% tiveram CPC acima de 3. O melhor percentual é dos cursos de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e Centros Federais de Educação Tecnológica, com 98,2% alcançando uma das três faixas de maior desempenho. Em seguida estão as universidades, com 96% dos cursos nas faixas de 3 a 5.

O ensino presencial lidera os cursos com CPC 2019, com 98% de cursos avaliados. Dos 8.038 cursos presenciais com o conceito calculado, 92% (7.366) estão entre as faixas 3 e 5. Apenas 2% (150) dos cursos com esse indicador são da modalidade de ensino a distância (EaD). Destes, 90% (135) tiveram desempenho entre a terceira e a quinta faixas.

Para que serve o CPC?
O CPC é um indicativo que faz parte da avaliação do MEC dos cursos e instituições de ensino superior. O conceito auxilia na elaboração de políticas e estratégias para o campo educacional, trazendo um embasamento científico para fundamentar as decisões. Através dele é possível verificar quais são as necessidades da educação superior.

O CPC agrega quatro dimensões da qualidade da educação. Seu cálculo considera o desempenho dos estudantes (avaliado no Enade) e o valor agregado pelo processo formativo, de acordo com o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).

Além disso, também são verificadas as informações referentes à titulação e ao regime de trabalho dos docentes (coletadas pelo Censo da Educação Superior), bem como a percepção dos alunos sobre aspectos como infraestrutura e recursos didático-pedagógicos oferecidos ao longo do curso. Esta última dimensão é aferida por meio das respostas colhidas no Questionário do Estudante, do Enade.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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