Surpreendido pela decisão do governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da medida e, segundo interlocutores do Planalto, pretende fazer uma defesa da soberania nacional.
Auxiliares do presidente brasileiro entendem que Trump pode não ter participado diretamente da formulação da medida, e que a decisão foi influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano.
Além disso, o Planalto quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado.
Segundo interlocutores, o presidente Lula ainda calcula o tom que adotará após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, mas, segundo auxiliares, a reação deve, dentre outros aspectos, reforçar a preocupação que já vinha sendo discutida nos bastidores do Palácio do Planalto, como possíveis impactos econômicos e financeiros da medida.
Integrantes do Planalto enxergam risco de que a classificação abra caminho para sanções e barreiras às instituições financeiras no Brasil, que ainda que indiretamente, apareçam em investigações relacionadas às organizações criminosas.
A preocupação é que o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho em legislações antiterrorismo dos Estados Unidos, portanto, produza efeitos semelhantes aos observados em outros países da América Latina, especialmente no México.
Redação
Governo vê risco de sanções contra bancos após EUA classificarem CV e PPC terroristas
Surpreendido pela decisão do governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não gostou da medida e, segundo interlocutores do Planalto, pretende fazer uma defesa da soberania nacional.
Auxiliares do presidente brasileiro entendem que Trump pode não ter participado diretamente da formulação da medida, e que a decisão foi influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano.
Além disso, o Planalto quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado.
Segundo interlocutores, o presidente Lula ainda calcula o tom que adotará após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, mas, segundo auxiliares, a reação deve, dentre outros aspectos, reforçar a preocupação que já vinha sendo discutida nos bastidores do Palácio do Planalto, como possíveis impactos econômicos e financeiros da medida.
Integrantes do Planalto enxergam risco de que a classificação abra caminho para sanções e barreiras às instituições financeiras no Brasil, que ainda que indiretamente, apareçam em investigações relacionadas às organizações criminosas.
A preocupação é que o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho em legislações antiterrorismo dos Estados Unidos, portanto, produza efeitos semelhantes aos observados em outros países da América Latina, especialmente no México.
Redação
