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Garçom acusa Ed Motta e amigos de agressão e xenofobia: “Paraíba”

Foto: Reprodução

Um funcionário do restaurante Grado, no Rio de Janeiro, afirmou que o cantor Ed Motta e seus amigos teriam xingado e feito comentários preconceituosos durante uma confusão que ocorreu no último fim de semana. O episódio ganhou repercussão nacional após ser relatado por testemunhas e confirmado em entrevista ao programa Fantástico.

Segundo o garçom ouvido pela reportagem, a discussão começou quando Ed Motta se levantou para reclamar da taxa de rolha. A partir daí, surgiram os insultos: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse ‘paraíba’, nunca mais eu volto aqui”, relatou o funcionário, que preferiu não se identificar. O termo ‘paraíba’, usado de forma genérica para se referir a nordestinos, é considerado uma manifestação de xenofobia regional.

Após a saída do cantor, os amigos dele teriam iniciado uma briga com outra mesa, chegando a arremessar uma garrafa de vinho contra um cliente. Em seguida, pediram mais bebidas aos garçons como se nada tivesse acontecido.

Ed Motta declarou em entrevista ao jornal O Globo que estava bêbado e se irritou com a situação, mas negou ter arremessado objetos contra pessoas. Ele disse que as câmeras de segurança podem comprovar que a cadeira que derrubou atingiu apenas o chão. O cantor também afirmou que seus amigos foram vítimas de ofensas homofóbicas e xenofóbicas vindas de outra mesa.

“Um dos funcionários olhava para mesa com cara de ironia e prazer por aquele estresse estar acontecendo. Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora” disse.

Em comunicado, os donos do Grado acusaram o grupo de protagonizar episódios de violência e condutas discriminatórias contra funcionários e clientes, incluindo referências ofensivas à origem nordestina e insinuações sobre orientação sexual. O restaurante informou que está prestando suporte jurídico e assistencial aos trabalhadores afetados e colaborando com as autoridades.

Confira o comunicado dos donos do Grado:

Durante o atendimento no último sábado, um grupo de clientes composto por Eduardo Motta (Ed Motta), Diogo Coutinho do Couto (proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta) e um terceiro indivíduo, até o momento identificado como seu primo, protagonizou episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local.

Após a negativa de concessão de cortesia da taxa de rolha, integrantes do grupo passaram a dirigir provocações constrangedoras à nossa equipe. As agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada. Funcionários foram publicamente expostos ao ridículo, sem possibilidade de resposta.

Na sequência, uma cadeira foi arremessada contra um garçom que se encontrava de costas.

Um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos, fazendo com que a situação escalasse e as agressões passassem a atingir também esses clientes. Um deles, que estava sentado, recebeu um soco e, ao se dirigir à saída, teve uma garrafa de vinho, tamanho magnum, intencionalmente arremessada contra sua cabeça, causando sangramento imediato.

A postura firme e profissional de nossa equipe, que tentou conter as agressões utilizando o próprio corpo como escudo, foi fundamental para evitar consequências ainda mais graves.

Os agressores deixaram o estabelecimento antes da chegada da polícia, acompanhados por um indivíduo associado ao Sr. Diogo Coutinho do Couto, que dirigiu ameaças aos presentes e insinuou estar armado.

Os episódios causaram danos físicos, emocionais e materiais relevantes. Vidas foram colocadas em risco e, por consequência, a própria continuidade do restaurante.

Ainda estamos nos recuperando dos acontecimentos e buscando minimizar seus impactos negativos. Refletimos profundamente antes de tornar os fatos públicos, mas entendemos que o constrangimento e os danos decorrentes desses episódios não nos pertencem, e sim aos agressores. Decidimos não adotar o silêncio por receio reputacional. Nossa obrigação é proteger nossa casa, nossa equipe e nossos clientes, a quem devemos todo o sucesso de um restaurante construído com muito trabalho ao longo de quase uma década

Estamos prestando integral suporte jurídico e assistencial aos funcionários afetados, buscando a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos causados

Permanecemos à disposição das autoridades competentes e das demais partes envolvidas para colaborar integralmente com os esclarecimentos necessário.

PB Agora

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