Foi em razão de ameaças de que sua residência, em São Luís, seria explodida que o presidente do Senado, José Sarney, pediu à Polícia Legislativa da instituição que fizesse uma varredura no local. Sarney deu essa informação ao chegar, na manhã desta quinta-feira (12), ao Congresso e ser indagado por jornalistas sobre o envio de policiais legislativos para vigiarem seu imóvel no Maranhão.

De acordo com matéria publicada pelo jornal Estado de S.Paulo, quatro policiais do Senado foram a São Luís, na véspera da data marcada para o julgamento do processo de cassação do governador Jackson Lago, proteger a casa de Sarney. O presidente do Senado disse que a polícia legislativa, que não é uma polícia armada, existe para dar segurança aos senadores.

Sarney explicou que não colocou nenhum servidor do Senado para fazer a segurança de suas propriedades no Maranhão. Disse também que se valeu dessa polícia porque sua residência vinha sendo ameaçada de explosão, conforme notícias de jornais e discursos pronunciados na Câmara dos Deputados. Dentro do que lhe faculta a lei, Sarney disse ter apenas pedido aos policiais do Senado que fizessem uma varredura em sua casa. “Os seguranças não fizeram nada além de cumprir com seu dever”, acrescentou ele.

Sarney disse já ter pedido ao ministro da Justiça Tarso Genro, à Polícia Federal e ao senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), quando presidente do Senado, providências contra essas ameaças. “As ameaças não são de agora”, observou ele.

Também numa entrevista, Sarney foi questionado se pretendia mudar o diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, empossado desde a saída de Agaciel Maia. Sarney afirmou que Alexandre Gazineo está nomeado para a função e que não há nenhuma razão para que seja substituído.

Teresa Cardoso/Agência Senado

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