Foto: Gustavo Moreno / STF
As manchetes dos jornais dizem: “Mulher de Moraes manteve contrato de R$ 129 milhões com Master” e “Alexandre de Moraes procurou Galípolo para pedir pelo banco Master junto ao Banco Central”.
A acusação é: um ministro do STF procurou o presidente do Banco Central em busca de ajuda para um banco – acusado de ter cometido inúmeros crimes – que mantém relação profissional com o escritório de advocacia da esposa do próprio ministro.
A suspeita é de crime de advocacia administrativa: quando um servidor público patrocina um interesse privado perante a administração pública, aproveitando-se de sua condição funcional. O que vai acontecer? Nada! A PGR não vai investigar e acusar. O Senado não tem estatura moral e institucional para agir.
Os ministros do STF chegaram a um ponto tão absurdo que setores da sociedade e alguns dos próprios ministros defendem um “código de ética”. Para que serviria esse código? Nada! Quem fiscalizaria e puniria os ministros quando houvesse violação? Ninguém!
O Brasil levou um xeque-mate dos ministros do STF. Eles estão acima da lei e do bem e do mal em nome da “democracia” e das “instituições”. Institucionalmente, não podem ser punidos. E se são fortemente criticados, eles mesmos podem processar e julgar um acusado por meio de inquéritos sigilosos.
A verdade é que boa parte do poder político brasileiro foi tomado de dentro para fora. De desmando em desmando, de criatividade em criatividade, os ministros do STF tomaram o poder e se tornaram intocáveis. “Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois tu possuis todas as nações” Salmos 82:8.
Anderson Paz
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