Os Estados Unidos disseram nesta quinta-feira que “ninguém” no governo pediu a nenhum funcionário dentro da Casa Branca e do Departamento do Estado para elaborar minutas para uma carta ao Irã, como afirmou nesta quinta-feira o jornal britânico “The Guardian”.
“Ninguém da Administração encomendou a ninguém na Casa Branca ou do Departamento de Estado redigir uma minuta para uma carta aos iranianos”, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood.
O jornal afirmou que funcionários do Departamento de Estado trabalham em diferentes minutas dessa carta desde a vitória do novo presidente dos EUA, Barack Obama, nas eleições gerais de 4 de novembro.
A carta em questão seria uma resposta à enviada com felicitações pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Obama em 6 de novembro, afirmou a publicação.
“É possível que alguém neste edifício em algum momento tenha tomado a iniciativa própria de elaborar uma minuta? Isso é difícil de saber”, afirmou.
“Todas as opções”
‘Mas posso dizer, com certeza, que ninguém –nem a secretária [de Estado, Hillary Clinton], nem o presidente– encarregou a ninguém dentro da Administração redigir uma minuta para nenhum tipo de carta ao Irã”, insistiu Wood.
O porta-voz lembrou que o governo revisa atualmente sua política em direção ao Irã e que dentro desse processo “há muitas ideias que estão sendo discutidas”.
“Mas até que tenhamos concluído essa revisão, não vamos poder delinear como vamos proceder em relação ao tratamento com o Irã”, destacou Wood.
O “Guardian”, que cita diplomatas americanos, afirmou que o envio da carta por parte de Obama seria um gesto simbólico que assinalaria um tom diferente do hostil adotado pelo Governo do ex-presidente George W. Bush.
A carta seria dirigida ao povo iraniano e poderia ser enviada diretamente ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, ou seria mandada como carta aberta, afirmou o “Guardian”.
Ainda nesta quinta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que O presidente americano, Barack Obama, quer usar a diplomacia para lidar com o Irã, mas mantém “todas as opções” abertas, ao responder se ataques militares eram considerados.
“O presidente não mudou seu ponto de vista, de que ele deve preservar todas as suas opções”, disse Gibbs à imprensa.
Para acabar com as ambições nucleares de Teerã, além do apoio ao terrorismo e das ameaças a Israel, Obama acredita que “precisamos usar todos os elementos do poder de nossa nação para proteger nossos interesses no que diz respeito ao Irã”, afirmou.
“Isso inclui (…) diplomacia sempre que possível”, acrescentou Gibbs.
Folha
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