Por pbagora.com.br

O vereador Tavinho Santos (PTB), líder do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), em pronunciamento da tribuna da Casa, na sessão plenária desta quarta-feira (27), alertou para a falta de profissionais médicos formados para o atendimento nos postos do Programa de Saúde da Família (PSF).

Para Tavinho, a grande maioria dos médicos está se especializando e não quer exercer atividades inerentes a postos de saúde ou PSFs. “O grande problema do Sistema Único de Saúde (SUS) está no atendimento básico. Hoje, a maioria dos médicos é de especialistas”, aponta Tavinho, lembrando que em João Pessoa, por exemplo, o prefeito Ricardo tem criado e construído PSFs e hospitais, mas as reclamações são inúmeras no que diz respeito ao atendimento.

“Na Capital mesmo faltam nove médicos para o PSF”, revela Tavinho, acrescentando: “Porque muitos médicos não querem trabalhar dedicando-se 40 horas semanais. Precisamos de médicos formados para trabalhar nos PSFs e nos postos de saúde. Falta qualificação no atendimento, tanto na recepção das unidades de saúde quanto nos profissionais médicos”.

Em seu pronunciamento da tribuna, Tavinho lembrou da recente vinda do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, à Paraíba, quando assinou convênios na casa de R$ 1,9 milhão para ações voltadas no combate da mortalidade infantil. “Mas os recursos ainda não são suficientes”. Para o vereador, a questão da saúde é uma preocupação de todos, porque atinge a toda a população. “Um dos melhores programas de saúde do mundo é o SUS”.

Com a criação do SUS, lembra o parlamentar, todo brasileiro é atendido na rede pública de saúde. “Às vezes, o SUS cobre até passagens aéreas para atendimentos de alta complexidade, porém o problema no atendimento básico permanece”.

Outro problema apontado por ele está na Central de Marcação. “O problema é complexo e atinge também a rede particular de saúde. Falta a funcionalidade do SUS no atendimento básico”, diz, ressaltando que, na Argentina, o investimento na saúde é de 300 dólares per capta, no Uruguai é de 150 dólares; já no Brasil é de apenas 70 dólares.

O vereador lembra que João Pessoa já tinha o Hospital de Trauma e que o prefeito Ricardo Coutinho criou outro em Mangabeira, mas as duas unidades ainda não dão conta da demanda. “O custo de manutenção desses hospitais é grande e é por isso que outros prefeitos não pensam em construir mais hospitais”.
 

 

 

 

Ascom

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Quedas seguem superando acidentes de moto em número atendimentos no Trauma/CG

O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, atendeu 436 pacientes durante o fim de semana (24 e 25.10). O balanço tem como base…

Brasil ultrapassa 157 mil mortes por Covid-19, aponta consórcio de imprensa

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h de…