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Vacina contra a gripe A sai apenas em 2011, diz Serra

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Vacina brasileira contra a nova gripe sai apenas em meados de junho de 2011, diz Serra

As vacinas contra a nova gripe fabricadas pelo Instituto Butantan devem estar prontas em julho de 2011, afirmou nesta terça-feira (5), o governador do estado de São Paulo, José Serra. “Em meados do ano que vem”, afirmou Serra.

 

A princípio, a produção da vacina deveria começar neste mês . No entanto, de acordo com o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, o processo segue dentro do cronograma estabelecido pelo órgão.

 

“Está tudo dentro do prazo, os equipamentos estão todos aqui, estão sendo testados pela Sanofi e, tão logo sejam aprovados, vai começar no segundo semestre a produção nacional da vacina, mas da vacina contra gripe comum”, disse. “Contra a gripe suína (nova gripe) só no ano que vem.”

 

O ex-presidente do Instituto Butantan, Isaías Raw, afirmou ao G1 que a produção sofreu atrasos. “Continua com alguns problemas que estão sendo solucionados”, disse, sem especificá-los. “Depois que ela (Sanofi-Pasteur) aprovar, começamos a produzir.”

 

Serra, Barradas e Raw participaram nesta terça-feira (5) de uma visita ao Instituto Butantan para anunciar o recebimento das primeiras doses importadas da vacina . De acordo com o governo paulista, até o ínicio de março serão enviados um total de 41 milhões de doses para o Ministério da Saúde, responsável pela distribuição para todo o Brasil. Por enquanto, o instituto tem 5,6 milhões de doses (13,5% do total anunciado).

 

O ministério, no entanto, confirma ter encomendado 33 milhões de doses, e não 41 milhões .

 

Dos 41 milhões de doses, 1 milhão chegam do laboratório francês Sanofi-Pasteur prontos para uso. No dia 30 de dezembro, 600 mil doses dessa parcela já haviam sido armazenadas nas instalações do Instituto Butantan.

Outros 23 milhões virão dos Estados Unidos em frascos. Só a rotulagem será realizada no Brasil.

Mais 17 milhões de doses a granel, também da França, serão formuladas, envasadas e rotuladas no instituto. Ainda não é certeza, mas elas podem acabar rendendo 34 milhões de imunizações, com o uso de adjuvantes, substâncias que permitem dobrar o aproveitamento das substâncias.

 

O emprego desse artifício, comum na indústria farmacêutica, vai depender de autorização da Anvisa. Dessa parcela, 5 milhões já chegaram ao Butantan.

 

O critério para vacinação deve ser priorizar os trabalhadores da área da saúde envolvidos no atendimento de casos de nova gripe, gestantes, portadores de doenças crônicas e população indígena. O ministério estuda a possibilidade de vacinar crianças entre 6 meses e 2 anos e adultos saudáveis.

 

 

 

G1

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