Alarde de paralisação não passou de factóide criado por presidente de cooperativa
Todos os médicos que dão plantão no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL) estão trabalhando normalmente neste domingo (10). Entre a categoria, não há nenhuma sinalização de paralisação, como vem afirmando durante dias a diretoria da Cooperativa dos Cirurgiões da Paraíba (Coopecir-PB). “Tudo está tranqüilo, sem nenhum problema. Estamos com a equipe médica toda completa”, afirmou o chefe do plantão médico do dia, Dr. Carlos Franca.
A direção do Hospital garante que qualquer pessoa que procurar a unidade, inclusive nos casos de intervenção cirúrgica, será atendida. O diretor geral do HT, o médico José Carlos Evangelista, reafirmou que, mesmo com a existência do impasse criado pela presidência da cooperativa, não haverá suspensão ou diminuição nos atendimentos nem nas cirurgias. “O hospital está funcionando normalmente, como todas as suas especialidades médicas. O Plantão deste sábado foi normal, deste domingo está sendo normal e durante a semana vai seguir a mesma lógica. Não há clima de paralisação nenhum, o que existe é apenas um presidente que está procurando a mídia com o intuito de levar pânico à população”, frisou o diretor.
Há meses a Secretaria de Saúde (SES) vem conversando exaustivamente com a Cooperativa, na busca da renovação do contrato. A mesma ainda não ocorreu por posicionamento único e exclusivo do presidente da entidade. Mas, mesmo diante desse impasse, todos os médicos estão trabalhando e vão continuar a ser remunerados por seus plantões.
Em reunião na última terça-feira (05) os demais representantes das cooperativas de Ortopedia, Pediatria, Terapia Intensiva e Anestesiologia, quem também prestam serviço no Hospital de Trauma, assinaram o contrato. A renovação, inclusive, já foi publicada no Diário Oficial. Apenas a Coopecir mudou de idéia de última hora, mesmo após todos os entendimentos anteriores acertados. As alegações apresentadas pela direção da entidade para tal atitude não condiz com a realidade vivenciada atualmente no hospital de Trauma. Na nova gestão, vem se investindo na melhor qualidade de atendimento dos usuários, assim como no quantitativo de leitos. Prova disso, é a reativação de salas do bloco cirúrgico, que passou de quatro para seis. Nestas, são realizadas em média de 350 a 400 cirurgias mensais nas mais diversas especialidades.
Apenas para os pacientes da pediatria, são disponibilizados 12 leitos na enfermaria do setor, cinco na observação, três na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e quatro na Unidade de Terapia de Queimados (UTQ).
Todos os cooperados, profissionais fundamentais para o avanço na excelência no atendimento do HT, estão sendo pagos em dias. Estes também estão tendo a disposição um melhor ambiente de trabalho, onde foram recuperados leitos, consertados equipamentos e os insumos abastecidos.
No Hospital de Trauma, referência no Estado no atendimento de Urgência e Emergência, trabalham atualmente 42 médicos a cada plantão de 12 horas. Esses atuam em 24 especialidades, entre as quais anestesiologista, ortopedistas, neurocirurgiões, urologistas, buco-maxilo-facial, cirurgião plástico e cirurgião geral.
Assessoria
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