Em apenas oito meses de funcionamento, o Hospital de Emergência e
Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes prestou atendimento a 104.832 pessoas.
A unidade hospitalar é referência para 173 municípios paraibanos e
atende ainda pessoas vindas do Rio Grande do Norte e Pernambuco,
realizando um total diário de 300 consultas. Só nos primeiros meses
deste ano, foram atendidas 16.282 pessoas, de acordo com o setor de
arquivo médico e estatístico – em fevereiro, foram 7.861
atendimentos no setor de emergência.
A unidade foi entregue à população campinense pelo governador Ricardo
Coutinho no dia 5 de julho do ano passado. Na obra, foram investidos R$
100 milhões, sendo R$ 44,3 milhões na construção e R$ 55 milhões em
equipamentos. O hospital é um dos maiores e mais modernos em
equipamentos de saúde na área da alta complexidade do Norte e
Nordeste, com custeio mensal de R$ 6 milhões ao mês – e perspectiva
de aumento.
Para o secretário de Estado da Saúde, Waldson Sousa, o Trauma
representa um grande avanço na área de emergência e na realização
de cirurgias em traumatologia e ortopedia, tanto para Campina Grande
como para várias cidades do interior do Estado. São 250 médicos,
sendo 27 de plantão 24 horas, em todas as especialidades de urgência;
150 enfermeiros; 450 técnicos de enfermagem; 48 fisioterapeutas; 30
assistentes sociais; 25 psicólogos; e 1,7 mil funcionários
técnico-administrativos. O hospital é o único na região da
Borborema que possui Unidade de Queimados em atendimento hospitalar e
ambulatorial.
**Lotação –**De acordo com o diretor técnico do Trauma de Campina
Grande, Flawber Cruz, as especialidades mais procuradas no hospital são
clínica médica, cirurgia geral, ortopedia e pediatria. “Ou seja, as
especialidades básicas que todas as unidades de pronto-atendimento
devem ter, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina”,
acrescentou.
Cruz debita o grande número de atendimentos no Trauma à falta de um
hospital de retaguarda em Campina, a exemplo de João Pessoa, que tem o
Trauma e o hospital municipal. “Somando-se a isso, temos também a
precariedade do atendimento do SUS nos outros hospitais da cidade, que
não dispõe de equipes de cirurgiões de plantão e cujas UTIs não
fornecem os equipamentos e as condições de trabalho em conformidade
com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A restrição da
capacidade de atendimento dessas unidades ocasiona super lotação do
Trauma”, explicou.
Outro fator agravante, segundo o diretor técnico, é que o Trauma
atende muitos casos ambulatoriais, que correspondem a 60% das consultas
da unidade hospitalar, o que revela dificuldade de acesso do usuário
SUS as unidades de Saúde (PSF) e centros de saúde.
Todo paciente que chega ao Trauma é acolhido e classificado conforme o
risco e a gravidade de seu caso. Dessa forma, os que recebem ficha
vermelha ou amarela recebem o pronto-atendimento, já que são os casos
graves. “Já os casos classificados como verde e azul, que podem ser
atendidos em outros hospitais ou PSFs, por se tratar de casos sem risco
de morte, acabam sendo atendidos neste hospital, pois não conseguimos
transferi-los para outra unidade hospitalar”, disse Cruz.
O Trauma realiza cirurgias de urgência e emergência nas especialidades
geral, neurocirurgia, vascular, torácica, pediátrica, ortopédica e
oftalmológica. No setor imagem, são realizadas tomografia, endoscopia,
ultrassonografia, RX, angiografia e ressonância magnética. Para
atender a população, o hospital dispõe de internação clínica e
cirúrgica em seis blocos de enfermaria, com 253 leitos.
**População satisfeita**– A população que busca atendimento no
Hospital de Trauma de Campina Grande está satisfeita com os serviços
oferecidos pela unidade de saúde. A cabeleireira Celmar Lima Henriques,
43 anos, mora em João Pessoa e está acompanhando o pai, de 84 anos,
morador da cidade de Monteiro. O aposentado procurou, no último domingo
(11), os serviços do Trauma, por ter sofrido uma fratura exposta no
braço após uma queda. “Fomos bem atendidos pelos profissionais que
trabalham na unidade hospitalar e estou muito satisfeita com o
tratamento dos médicos e enfermeiros”, destacou.
Samara Santos, 21 anos, contou que gostou do atendimento na recepção,
o qual, segundo ela, foi muito ágil. Ela também destacou o atendimento
médico. “Fui bem atendida por todos os profissionais. As equipes do
Trauma estão tratando as pessoas com muita delicadeza e educação.”,
disse ela, que acompanha a filha de 4 anos, internada desde a última
terça-feira (13), em tratamento médico.
O pedreiro José Alves, 52 anos, residente no bairro de Rosa Cruz, em
Campina Grande, está acompanhando o filho Marcos Bezerra Alves, 21
anos, que passou por uma cirurgia de apêndice. “Estou gostando do
tratamento que meu filho vem recebendo”, disse o pedreiro, ao destacar
o trabalho da equipe de enfermagem e dos médicos. Segundo ele, os
profissionais são atenciosos e cuidadosos. “Esse hospital é coisa de
primeiro mundo”, finalizou.
O diretor geral do Trauma, Geraldo Medeiros, destacou que a cada dia os
elogios vão surgindo. “Isso demonstra que o trabalho realizado está no
caminho certo”, salientou. Para ele, a satisfação dos pacientes é
reflexo das melhorias que foram implantadas na unidade, tanto na
infraestrutura quanto na capacitação dos servidores.
Secom-PB
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