Iniciativa evita a transmissão vertical de sífilis e
HIV de mães para seus bebês desde a gestação
Profissionais de saúde de maternidades e hospitais de 12 municípios paraibanos estão participando da ‘Capacitação do Projeto Nascer e teste rápido para diagnóstico do HIV’, iniciada nesta terça-feira (15) no Netuanah Praia Hotel, em João Pessoa. O evento, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem o objetivo de preparar as equipes do Projeto Nascer, que evita a transmissão vertical (da mãe para o bebê) da sífilis e do HIV durante a gestação, parto ou período de amamentação. As atividades terminam na próxima sexta-feira (18).
“Estão participando da capacitação, profissionais de hospitais que já têm o projeto e de outros que ainda vão implantar o serviço. Escolhemos hospitais que ficam nos municípios-sede das gerências regionais, estrategicamente, para que eles possam servir de pólo para os municípios vizinhos. O nosso objetivo é implantar o projeto em todas as sedes de gerência e, após essa capacitação, só vai ficar faltando o município de Cuité, que não pôde participar”, disse Marta Brasileiro, gerente operacional de DST/Aids da SES. Atualmente, 23 maternidades e hospitais em 17 municípios contam com o Projeto Nascer.
Pombal – A coordenadora do Núcleo de Enfermagem do Hospital Regional de Pombal, Rayanne Bandeira, disse que a capacitação será importante para o município que, agora, vai poder oferecer o serviço. “A gente sempre se preocupou com a questão da Aids nas gestantes e tinha vontade de implantar o Projeto Nascer no nosso hospital. Por isso, quando ficamos sabendo da capacitação, fizemos de tudo para participar”, disse.
Caaporã – O bioquímico Diógenes Lopes, de Caaporã, disse que o projeto vai melhorar o atendimento às gestantes do município, que já oferece o teste rápido. “O número de mulheres grávidas em Caaporã cresce a cada dia e, com o Projeto Nascer, teremos condições de prestar uma assistência completa, tanto para as mães como para os bebês”, afirmou.
Estão participando da capacitação, 43 profissionais, entre médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e bioquímicos dos municípios de Cajazeiras, Sousa, Campina Grande, Guarabira, Esperança e Santa Rita – que já têm o projeto – e dos municípios de Pombal, Monteiro, Piancó, Princesa Isabel, Caaporã e Itabaiana, que vão implantar o serviço.
Função – O Projeto Nascer evita a transmissão vertical do HIV durante a gestação, parto ou período de amamentação, além da sífilis. Para impedir a transmissão do HIV da mãe para o bebê, é necessária a realização do teste para detectar o vírus no primeiro e no terceiro trimestre de gestação. Se o resultado for positivo, a gestante é encaminhada ao Serviço de Assistência Especializado (SAE) e na 14ª semana de gestação inicia o uso de medicamentos antirretrovirais. Neste caso, recomenda-se o parto cesariano programado.
A mulher que não realizar o teste durante o pré-natal fará o teste rápido na maternidade e, se o resultado for positivo, ela recebe o AZT injetável desde o inicio do trabalho de parto até o corte do cordão umbilical. Já o recém-nascido recebe a primeira dose de AZT xarope ainda na sala de parto ou nas primeiras duas horas após o nascimento e continua tomando a medicação durante seis semanas. O aleitamento materno é substituído por um leite em pó especial, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, que a criança toma durante os seis primeiros meses de vida.
Secom
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