Categorias: Saúde

SMS deve imunizar mais de 50 mil crianças em João Pessoa

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 Mais de 50 mil crianças devem ser vacinadas em João Pessoa, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo e paralisia infantil. As crianças já começaram a receber as doses da vacina pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o dia 3 de novembro, mas o Dia D da campanha será neste sábado (8), às 9h, na Unidade de Saúde da Família (USF) São José, localizada na Avenida Vigolvino Florentino da Costa, s/n, em Manaíra.

 

A coordenadora de imunização da SMS, Chiara Dantas, explica que durante a campanha haverá dois dias D. O segundo acontecerá no dia 22 de novembro. “Quem for aos postos de vacinação no dia 8, não precisa retornar no dia 22. Precisamos vacinar as crianças e manter essas doenças eliminadas em nosso país. É necessária a colaboração de toda a população, para o sucesso de nosso trabalho”, afirmou.

 

A campanha tem como foco principal a atualização do esquema vacinal respeitando o calendário básico de vacinação, onde serão imunizadas crianças menores de cinco anos de idade (de seis meses a quatro anos, 11 meses e 29 dias). Cerca de 1.200 profissionais da SMS devem participar da ação que será ofertada em todas as USF da rede municipal.

 

A meta é vacinar 53.528 crianças a partir de 6 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias contra poliomielite; e 48.528 crianças a partir de 1 ano a 4 anos 11 meses e 29 dias com a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), o que representa 95% da população nesta faixa etária.

 

A coordenadora ressalta, ainda, que é importante levar o cartão de vacinação da criança e que outras vacinas poderão ser aplicadas para atualização da caderneta. “Além da vacinação contra poliomielite e da tríplice viral, contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, estaremos aproveitando a oportunidade dos postos abertos para ofertar às adolescentes, a vacinação contra o HPV”, explicou.

 

Contraindicações – Crianças com febre, imunossupressão, alergia ao componente da vacina, uso de corticoide em doses altas, quimioterapia ou que tenha realizado transplante de medula óssea, não devem tomar a vacina.

 

Poliomielite – A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida. Acomete em geral os membros inferiores. No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem desde 1990.

 

Sarampo – O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias.

 

Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Posteriormente, as bactérias podem atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo.

 

Caxumba – A caxumba, também chamada de papeira ou parotidite, tem um período de incubação de duas ou três semanas. Seus primeiros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar.

 

Nos casos graves, a caxumba pode causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade.

 

Rubéola – Após um período de incubação, que varia de duas a três semanas, a doença mostra seus primeiros sinais característicos: febre baixa, surgimento de gânglios linfáticos e de manchas rosadas, que se espalham primeiro pelo rosto e depois pelo resto do corpo. A rubéola é comumente confundida com outras doenças, pois sintomas como dores de garganta e de cabeça são comuns a outras infecções, dificultando seu diagnóstico.

 

Apesar de não ser grave, a rubéola é particularmente perigosa na forma congênita. Neste caso, pode deixar sequelas irreversíveis no feto como: glaucoma, catarata, malformação cardíaca, retardo no crescimento, surdez e outras.

 

Secom-JP

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