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Secretário de Saúde diz ter encontrado “estrutura cadavérica” em PSFs de JP e aponta burocracia como entrave para melhorias

Conhecido por seu excesso de sinceridade, o secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, revelou, em entrevista nesta quinta-feira (12) ter encontrado uma estrutura cadavérica nos Postos de Saúde da Família (PSF) deixados pela gestão Luciano Cartaxo na Capital, mas que a execução de melhorias estão prejudicadas por conta do excesso de burocracia existente na administração pública. Segundo ele, alguns processos licitatórios demoram a sair do papel e prejudicam a população que é quem mais precisa.

“Eu posso dizer que recebi uma estrutura quase cadavérica de PSFs sucateados. O antigo gestor não poderia fazer diferente, ele vinha de um pandemia também, e o processo de contratar para trocar uma telha leva seis meses. Se tiver alguém lá dentro trabalhando, cada telha vai ser seis meses, se tiver 10 pessoas, vai ser 60 meses que consegue fazer um processo que não ande. A gente tinha que mudar um padrão no país inteiro. Não sei se isso serve para enriquecer alguém, para tratar o ego de alguém em torturar as pessoas, isso é uma coisa inadmissível. Não tem estrutura burocrática para trocar a estrutura de um posto desse”, lamentou.

Rocha explicou ainda que caso a prefeitura decida fazer a execução de uma melhoria sem o devido processo burocrático legal ela estará infringindo a lei e entrará no roll de criminosa, mas se essa mesma prefeitura também não fizer a melhoria, ela também se torna criminosa.

“Se trocar vira criminoso, se não trocar é criminoso. Até para passar um trator tem custo. Ou se muda ou a gente vai ter o povo sofrendo mais do que deve. Pode ser feito, tem o dinheiro e não consegue fazer”, desabafou.

No tocante à pandemia, o auxiliar ressaltou, no entanto, que foi desafiado a atingir uma meta e a superou. Segundo ele, o prefeito Cícero, inicialmente, tinha apontado a necessidade de atingir 50 leitos de UTI, ele então disse que iria conseguir 150 e, no final, atingiu 186 leitos. Rocha ainda lembrou que as outras doenças persistem e que por isso é necessário que as estruturas de Saúde da Família estejam aptas a receber esses pacientes.

 “Você tem a pandemia, onde a gente tem a vacinação, recebi 26 leitos de UTI, fui desafiado a chegar a 50 e eu disse que iria chegar a 150 e acabamos chegando a 186 e tivemos uma resposta, tivemos estresse com oxigêncio, mas as outras doenças continuam.

PB Agora

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