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Secretaria de saúde da Capital participa de pesquisa para identificar leishmaniose assintomática

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 A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses (Gvaz), é uma das parceiras em pesquisa encabeçada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para identificar, em João Pessoa, casos de leishmaniose visceral assintomática em humanos e cães. Além da SMS, também colabora com o estudo o Hospital Clementino Fraga.

O grupo de pesquisa, sob orientação dos professores Tatjana Keesen, de Imunologia e Biologia Celular, e Pedro Estrela Cordeiro, de Biologia (ambos da UFPB), terá da Gvaz o apoio para identificar áreas endêmicas e possíveis animais silvestres vetores da doença – que também é conhecida como calazar. “Vamos cruzar os dados da leishmaniose canina com a humana e identificar os portadores assintomáticos, por meio de sorologia e diagnóstico molecular”, explicou Tatjana Keesen.

Segundo ela, é provável que haja, na cidade, pessoas e animais contaminados sem apresentar sintomas da doença. “A Paraíba é um estado endêmico, mas ainda não dispõe de um estudo que faça esse cruzamento de dados. Será importante tanto pelo que descobriremos quanto pelo contato direto com as pessoas nas áreas mais suscetíveis, pois muitas delas não sabem o que é nem o que causa a leishmaniose. Ou seja, a pesquisa também terá um caráter educativo”, acrescentou.

No Hospital Clementino Fraga, a pesquisa entrará em outra vertente: diagnosticar pacientes HIV soropositivos que estejam coinfectados pelo protozoário Leishmania chagasi, causador do calazar. Cerca de 30 pessoas participam do grupo de pesquisa, que deverá se estender pelos próximos cinco anos.

Transmissão – A transmissão da leishmaniose visceral acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos infectados (conhecidos como mosquito palha ou asa-dura) picam cães ou outros animais contaminados e depois picam o homem, levando o protozoário para a corrente sanguínea humana. No homem, a doença ataca vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

É uma doença de evolução longa, que pode durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano. Provoca febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele e ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso, e inchaço do abdômen, devido ao aumento do fígado e do baço.

A leishmaniose visceral é uma doença mortal e de difícil diagnóstico, pois um cão pode estar infectado e não mostrar nenhuns sintomas exteriores. Mesmo sendo considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das seis maiores epidemias de origem parasitária do mundo, focos de leishmaniose visceral canina continuam a se expandir pelo mundo.

Tratamento – Apesar de grave, doença tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os cães, no entanto, o tratamento traz riscos para a saúde pública, por contribuir com a disseminação da doença, pois os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios da Leishmania.

“A eutanásia é recomendada como uma das formas de controle da doença, mas deve ser realizada de forma integrada com as demais ações recomendadas pelo Ministério da Saúde”, disse o gerente da Gvaz, Nilton Guedes. Segundo ele, a eutanásia é indicada como forma de controle por meio de inquéritos censitários apenas para municípios com transmissão moderada e intensa, como João Pessoa.

 

Secom-JP

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