Faltando poucos dias para se chegar a um desfecho sobre imbróglio político que envolve o deputado Guilherme Almeida e as atas do Partido Socialista Brasileiro na Paraíba, o presidente da sigla, Ricardo Coutinho resolveu, na manhã desta quinta-feira (23) emitir opinião sobre o assunto.
De acordo com Coutinho, a discussão que envolve o parlamentar não diz respeito às atas e sim saber a quem pertence o mandato. “A discussão é exatamente saber se alguém pode, sendo eleito por um partido, inventar uma história de perseguição e tirar um mandato que pertence ao partido”, indagou.
Sem deixar por menos, o prefeito lembrou que, até hoje, o único parlamentar que seria eleito apenas com os votos que teve seria ele mesmo, nas eleições de 2002.
“Ao que me consta, o único parlamentar eleito e que seria eleito, modéstia a parte, apenas com os votos que teve foi eu em 2002 quando tive mais de 47 mil votos”, comparou.
Conforme o prefeito, a votação pertence ao conjunto partidário e não ao parlamentar.
Sobre a teoria de perseguição política, levantada por Guilherme Almeida existente dentro do PSB e usada como justificativa em ação no Tribunal Regional Eleitoral, Coutinho estranha. “Ele está sendo perseguido por quem? Por um fantasma”, menosprezou.
“Tenho certeza de que qualquer decisão que desse guarida a uma tese absurda de perseguição, quando não se tem tese concreta, seria uma passo delicado nas relações partidárias do Brasil”, analisou.
Apesar de ter opinião formada, Ricardo finaliza dizendo que o “mundo não se acaba em qualquer que seja a decisão do TER sobre as atas”.
Para o prefeito e presidente do PSB da Paraíba, o que importa é que o partido está firme e forte.
As declarações do prefeito foram concedidas ao radialista “União” e transmitidas durante o programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan FM na tarde desta quinta-feira (23).
PB Agora
