Para o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia da Paraíba (CRP/PB), Lucílvio Eleutério da Silva, a recente decisão da Justiça Federal de Brasília conceder uma liminar permitindo que psicólogos realizem procedimentos de “reversão sexual”, contrariando Conselho Federal de Psicologia (CFP), Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversas entidades de defesa dos direitos humanos, preocupa a entidade em diversos aspectos.

“Primeiro, o juiz, com essa decisão, interfere no poder do Conselho, que é a autarquia federal que tem competência para decidir esse tipo de questão. Segundo, ele contraria uma norma já estabelecida pelo Conselho, que orienta aos psicólogos, antes de qualquer coisa, respeitar a condição humana. Para a psicologia a ‘reorientação’ sexual, seja ela heterossexual ou homossexual, não existe. É uma bandeira conservadora e sem base científica”, disse Lucílvio Eleutério da Silva.

Quem já passou por procedimentos do tipo diz que é doloroso e, ao invés de ajudar, deixam o indivíduo ainda mais frágil. Foi o que aconteceu com o músico Peo Tavares, hoje com 25 anos. Aos 18, estava cheio de inseguranças e medos, quando resolveu começar a fazer terapia. “Fiquei confuso comigo mesmo e comecei a ir numa psicóloga. Quando a gente está se assumindo, é normal ficar confuso. Neste momento, é importante o psicólogo para ajudar a colocarmos nossos pensamentos no lugar. O problema é quando neste espaço, que deveria ser um ‘porto seguro’ para você se entender, você encontra um profissional que te indica um caminho doloroso”, disse.


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