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Relatos sobre sequelas neurológicas pós-covid crescem e especialista aponta necessidade de estudo

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Os efeitos colaterais causados pelo novo coronavírus têm intrigado a comunidade científica. Sequelas neurológicas, como perda de memória recente e dificuldade de concentração, são observadas em diversos casos e podem durar por meses após a infecção. Com mais de 337 mil pessoas recuperadas da covid-19 na Paraíba, é crescente o número de relatos de sintomas da doença a longo prazo, afirma o médico neurologista, Diogo Fernandes.

Segundo o médico neurologista esses tipos de casos, que envolvem perda de memória, confusão e dificuldades de assimilação, pós-covid-19 cresceu nos últimos meses. O médico comentou que a doença pode comprometer o sistema neurológico, assim como o sistema nervoso e muscular, e isso aumenta o risco de algumas doenças neurológicas, como fenômenos vasculares cerebrais.

“Na medicina temos diversas situações. Além das sequelas apresentadas pelo coronavírus serem novas, temos diversos fatores que influenciam no aparecimento de sintomas, como o tempo de intubação, se o paciente ficou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por muito tempo, ou se apresentou apenas sintomas leves. Todos os casos precisam ser estudados de modo aprofundado, principalmente os que apresentam perda de memória, motora, ou psíquica, como depressão, ansiedade ou insônia”, comentou o especialista.

Diogo Fernandes ainda comentou que existem diversos pacientes que saem do quadro da doença com falta de nutrientes e vitaminas, e precisam se submeter a tratamento com remédios e terapias para conseguir voltar à saúde neurológica. “O que é necessário fazer, em pacientes que tiveram covid-19 ou não, é procurar o médico assim que perceber essas dificuldades, como perda de memória, dificuldades em realizar atividades corriqueiras ou quando se sentir deprimido”, afirmou.

De acordo com um estudo da Universidade de Oxford e do Instituto Nacional de Pesquisas de Saúde, aproximadamente 37% dos pacientes recuperados da doença seguem apresentando sintomas após a infecção em um período estimado de três a seis meses, mas podendo superar a temporalidade.

Da Redação

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