Em pouco mais de um ano, a Rede de Cardiologia da Paraíba, criada em agosto de 2009 pelo Governo do Estado, beneficiou 379 paraibanos vítimas de algum tipo de cardiopatia. A rede oferece o diagnóstico, as cirurgias e todo o acompanhamento ambulatorial até a recuperação do paciente. Antes da implantação do serviço, muitos cardiopatas só tinham acesso às cirurgias com a intervenção da Justiça e, mesmo assim, precisavam ser encaminhados para outros estados, já que na Paraíba as cirurgias não eram oferecidas pelo SUS.
O primeiro hospital a aderir à rede foi o Infantil Arlinda Marques, que é administrado pelo Estado e fica em João Pessoa. De 11 de agosto, dia da primeira cirurgia, até esta terça-feira (14), 89 crianças haviam sido operadas. Em outubro, os hospitais universitários Lauro Wanderley (em João Pessoa) e Alcides Carneiro (em Campina Grande) passaram a integrar a rede. No primeiro, 165 adultos haviam sido operados até esta terça-feira. No segundo, foram realizadas 125 cirurgias.
Gabriel Bernadino, 2 anos de idade, foi uma das crianças operadas no Arlinda Marques. A mãe dele, Maria das Graças Bernadino da Silva, 32 anos, lembrou dos momentos de aflição ao descobrir que o filho tinha uma cardiopatia. “Gabriel tinha sopro no coração e está muito bem agora. Até um ano de idade, ele não apresentava nada, mas se não fizesse a cirurgia os sintomas iam começar a aparecer. Graças a Deus, quando ele chegou ao Arlinda, a cirurgia foi marcada logo. É muito importante ter um serviço desses no Estado, porque as mães de crianças com problemas no coração não precisam se deslocar para outros estados”, disse.
Estrutura – A Secretaria de Estado da Saúde (SES) montou as equipes e investiu R$ 1,3 milhão na aquisição de equipamentos e instrumentos necessários para a realização das cirurgias. No Arlinda Marques, dois leitos de UTI foram implantados exclusivamente para receber as crianças cardiopatas. O serviço pôs fim ao sofrimento dos pacientes, que aguardavam numa ‘fila da morte’, já que não havia previsão de atendimento.
“Para nós médicos, que assumimos o compromisso de salvar vidas, era angustiante ver pacientes com cardiopatias precisando de uma cirurgia, sem perspectiva de atendimento. Nós tínhamos os profissionais capacitados para o serviço, só faltava estruturar essa rede. Chegamos ao final deste ano com um saldo de mais de 370 cirurgias realizadas, o que é muito gratificante”, disse o cardiologista Maurílio Onofre, chefe da Rede de Cardiologia da Paraíba.
Secom PB
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