Psicólogos alertam para os sinais de um relacionamento tóxico: “É comum a pessoa que está numa relação dessa não entender”

PUBLICIDADE

O relacionamento tóxico afeta, de forma negativa, a vida dos indivíduos. Além disso, é importante frisar que a relação abusiva não remete, exclusivamente, à violência ou à agressão física. Neste sentido, o portal ouviu psicólogos José Pereira Silva e Thaiana Filla Brotto que alertam sobre os sinais de um relacionamento tóxico.

Segundo os especialistas, há diversas formas de violência, tais como psicológica, emocional, financeira ou sexual. Ademais, a violência, não física, pode ser sutil e difícil de ser percebida e pode ocorrer, ainda, em qualquer forma de relacionamento. Por exemplo, relação amorosa, familiar, profissional ou social.

Para José Pereira Silva, um relacionamento tóxico nem sempre é fácil de identificar. “É uma relação que causa dependência e essa subordinação nem sempre ocorre de forma que se enxergue tal realidade vivenciada com o amigo. Muitas vezes ela não é, necessariamente, visível ou reconhecível. É subjetiva”, afirmou, destacando ainda que alguns sinais surgem com a convivência e que podem ser identificados. Conforme explicou, quando se percebe alguém que tenta desconstruir os seus projetos, “tenta desqualificar, anular um pouco o potencial do outro, é preciso desconfiar que tipo de amigo está ao seu lado. Um amigo tóxico causa dependência, mesmo ele sendo saudável em alguns momentos, ele vai tentar de alguma forma, buscar com que o outro esteja sempre a mercê de sua opinião. Ficar sempre imaginando porque o outro é melhor, porque a outra pessoa está em uma situação mais confortável do que ele, e ter sempre um pensamento de miná-lo, é evidência de amizade tóxica”, disse José Pereira.

“É comum que a pessoa que está dentro do relacionamento tóxico não entenda o abuso que está sofrendo. Em razão disso, muitas pessoas permanecem nessa relação durante longos períodos de tempo. Ainda, é comum que, quando ocorre a violência psicológica e emocional, o indivíduo se sinta pressionado para não sair do relacionamento. É preciso reconhecer os sinais e, também, procurar amparo psicológico para lidar com as consequências causadas pela relação”, diz Thaiana.

Ela, lembra ainda que se você se identificou com alguns dos sinais, está na hora de repensar a sua relação. É preciso entender onde o relacionamento começa e onde você começa, ou seja, dê valor a sua saúde psicológica, emocional e física. “Procure tratamento psicológico para entender melhor o que fazer e como lidar com as circunstâncias. Através da psicoterapia, é possível aprender a gerenciar a situação e entender os padrões e gatilhos. Ainda, a terapia ajuda a lidar com as consequências deixadas pelo relacionamento tóxico. Há casos em que a terapia de casal pode ser eficiente para ambas as partes aprenderem a lidar com a situação. Porém, na relação abusiva, é comum que o agressor não queira ceder seu “poder” sobre o outro, e, nesses casos, a solução é manter distância emocional e fisicamente”, afirmou a psicóloga.

Da Redação

Últimas notícias

Sabadinho Bom apresenta Waguinho e Regional Duduta com homenagem ao Dia do Choro

A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) realiza, neste sábado (25), mais uma edição do…

25 de abril de 2026

Confusão em evento em Patos termina com tiros e apreensão de arma

A Polícia Militar da Paraíba apreendeu uma arma de fogo após uma ocorrência de disparos…

25 de abril de 2026

Suspeito de extorsão e agressão à companheira é preso no Curimataú paraibano

Um homem foi preso em Cuité, no Curimataú paraibano, suspeito de extorsão, agressão, ameaça de…

25 de abril de 2026

Eventos esportivos na Paraíba terão que cumprir novas regras de segurança

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) emitiram uma recomendação…

25 de abril de 2026

Motorista de ônibus preso por atropelar e matar motociclista já tinha passagem por ato semelhante

O motorista de ônibus suspeito de atropelar e matar um motociclista após uma discussão de…

25 de abril de 2026

Prefeitura de JP contesta decisão do CRM sobre interdição do Prontovida

O bloco cirúrgico, a UTI geral, a UTI oncológica e a enfermaria oncológica do Hospital…

25 de abril de 2026