Um alerta para os país. Tem crescido de forma preocupante os casos de pacientes que procuram o setor de endoscopia do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande Dom Luis Gonzaga Fernandes em Campina Grande, e o Hospital de Trauma de João Pessoa, após ingerir objetos estranhos. No Trauma de Campina Grande, todos os dias, é registrado pelo menos um caso de pessoa que ingere pequenos objetos, conforme informações repassadas ao PBAgora pelo assessor de imprensa do hospital João da Paz.
Em média, 30 pessoas por mês, a maioria criança, chegam a unidade hospitalar para retirar algum corpo estranho. O médico gastro- cirurgião e endoscopista Hermann França, explica que os casos de pessoas que ingerem pequenos objetos representam um perigo que está dentro de casa e até na mesa de refeição. Os casos mais freqüentes envolvem crianças e doentes mentais.
Dentre os objetos mais ingeridos estão próteses dentárias, pregos, ossos, agulhas, tampas de caneta, espinhas de peixe, moedas e tampas de garrafas. Os especialsitas orientam os pais a realizarem alguns procedimentos sempre que as crianças engolirem algum objeto. Inicialmente, deve ser feito uma compressão abdominal para tentar fazer uma pressão, para que o corpo estranho saia. Se esse procedimento não surtir efeito, o paciente deve ser encaminhado com urgência para o hospital.
Os casos mais frequentes são aqueles de pessoas que ingerem algum objeto que vai para a via digestiva. A situação se agrava se o corpo estranho perfurar alguma parte do aparelho digestivo, o que exige a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Caso contrário, o médico faz a retirada do objeto com um aparelho gastroscópico.
O médico explica que as situações que envolvem maior perigo e mais raras são aquelas em que o objeto vai direto para a via aérea. O perigo de o objeto ir para a via aérea é maior porque a respiração fica interrompida, o que pode levar a pessoa a óbito em apenas três minutos. Nesse tipo de situação, o pânico pode tomar de conta de todas as pessoas que estejam por perto. Isso porque o paciente não consegue se comunicar e, de forma muito rápida, vai perdendo os sentidos. Manter a calma é o mais recomendado.
No Hospital de Trauma de João Pessoa, as estatísticas não são menos preocupantes. Quase mil crianças já foram atendidas no Hospital por causa da ingestão de algum corpo estranho somente em 2014. Segundo estatísticas levantadas pelo hospital, de janeiro a setembro, 976 crianças de 0 a 12 anos deram entrada na unidade com algum corpo estranho preso no ouvido, no nariz ou na garganta. No total, de janeiro até o dia 28 de setembro, foram feitos 4.277 atendimentos a vítimas de corpo estranho.
No mês passado, uma criança de três anos que morreu após dar entrada no Hospital de Trauma com uma uva presa na garganta. O menino foi socorrido e levado para Hospital de Emergência e Trauma, mas já chegou na unidade sem respiração nem pulso. Na unidade hospitalar foram feitas várias manobras de ressuscitação, mas sem sucesso.
Recentemente, um caso curioso chamou o atenção dos moradores da cidade de Caaporã, no Litoral do Sul do estado a 54 km da Capital paraibana. Um homem de 40 anos teria morrido envenenado em decorrência da ingestão da planta comigo-ninguém-pode e durante a autopsia no corpo dele, os peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa encontraram cerca de 3 kg de metais como moedas e ferramentas, além de pedras.
Severino Lopes
PBAgora
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