A Secretaria de Estado da Saúde (SES) abrirá, oficialmente, neste sábado (14), a segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite, na Paraíba. O evento que vai marcar o ‘Dia D’, acontecerá a partir das 08h30, no Centro Integrado de Apoio Ao Portador de Deficiência (Funad), no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa. Haverá apresentações de grupos de danças e da banda de música formada por usuários da Funad.
As crianças poderão se divertir com palhaços e os brinquedos instalados no local. Na primeira etapa da campanha, ocorrida no dia 12 de junho, a Paraíba alcançou a meta determinada pelo Ministério da Saúde ao vacinar 95% da população-alvo, formada por 318.466 crianças menores de cinco anos.
Durante toda esta semana, a vacinação aconteceu nas zonas rurais dos municípios do Estado. O coordenador de Imunização da SES, Walter Albuquerque, explicou que essa estratégia de antecipar a imunização na zona rural dos municípios paraibanos acontece em todas as etapas da campanha pela dificuldade de acesso que os moradores dessas áreas têm para chegar à cidade.
De acordo com dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, até a manhã desta sexta-feira (13) 9.344 crianças tinham sido vacinadas contra, o que corresponde a apenas 2,93% do público-alvo.
Postos e pessoal – Para este ‘Dia D’ serão mobilizados 5.250 profissionais de saúde, distribuídos em 1.412 postos de vacinação fixos e volantes, em todo o Estado. Para esta segunda etapa, o Ministério da Saúde enviou 400 mil doses da vacina contra a pólio e a SES distribuiu às 12 gerências regionais de saúde, que fizeram o repasse aos municípios. Também foi feito todo o trabalho de divulgação por meio de material educativo (cartazes e folders) afixados nos postos de vacinação e em outros locais estratégicos e distribuídos com a população.
Walter Albuquerque afirmou que as campanhas de vacinação contra a pólio independem das doses que são aplicadas na rotina dos postos de saúde, que fazem parte do calendário vacinal da criança.
“Aos dois meses, a criança toma a primeira dose contra a pólio, a segunda aos quatro meses, a terceira aos seis meses de idade e com um ano e com três recebe um reforço. Mesmo assim, todas devem tomar a vacina durante as campanhas” explicou.
Ele disse também que a criança que não tomou a primeira dose no mês junho pode tomar a segunda dose agora, sem qualquer problema. De acordo com o coordenador de Imunização da SES até os cinco anos, a criança pode tomar até 15 doses da vacina contra a poliomielite.
Outras vacinas – Nos postos fixos, além da vacinação contra a poliomielite, que é o ‘carro-chefe’ da campanha, as crianças também poderão atualizar o cartão de vacina, pois também estarão sendo oferecidas doses de vacinas contra a difteria, coqueluche, tétano e pneumonia. Para isso, Walter Albuquerque lembra aos pais que não se esqueçam de levar o cartão de vacina.
Ele afirmou que as crianças de até quatro anos que, há um mês, tomaram a primeira dose da vacina contra a gripe pandêmica (H1N1), devem aproveitar a oportunidade para tomar a segunda dose, garantindo a proteção contra a gripe A.
Este é o 30º ano da Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio e o 21º ano sem a doença no país (o último caso foi em Sousa, na Paraíba, em 1989). Walter Albuquerque explicou que a poliomielite (paralisia infantil) é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que pode provocar sequelas permanentes ou levar à morte.
O único reservatório da poliomielite é o homem. O vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e logo pode apresentar viremia, com a invasão do sistema nervoso central e ataque às células motoras.
Nacional
Crianças de até 5 anos devem ser vacinadas contra pólio neste sábado
Segunda etapa de campanha pretende imunizar 14,6 milhões de crianças.
Mais de 115 mil postos oferecem a vacina em todo o país.
Crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas
neste sábado (Foto: Reprodução/TV Globo)A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite ocorre neste sábado (14), em todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas em qualquer um dos 115 mil postos de vacinação. A meta é imunizar 95% da população nessa faixa etária, o que corresponde a 14,6 milhões de crianças.
A vacinação contra a paralisia infantil é administrada via oral, e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. Ainda assim, o ministério alerta que todas as crianças menores de 5 anos tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.
A primeira etapa da vacinação ocorreu em 12 de junho. Crianças que não foram vacinadas na ocasião podem e devem ser imunizadas neste sábado. Os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave, causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação se dá principalmente por via oral. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.
A vacina contra a pólio não apresenta contraindicações, porém recomenda-se que crianças que estejam com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como câncer e Aids ou outras doenças que afetem o sistema imunológico).
Brasil sem poliomielite
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, segundo a pasta, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo é necessário continuar com a vacinação.
Porém, a doença ainda é comum em outras partes do mundo. A imunização previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram a doença, principalmente dos que têm relações comerciais ou um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de alguns países africanos e asiáticos.
Redação








