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PB tem cinco mil crianças com problema de fissura labiopalatina, afirma especialista

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 Uma pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), revela que existem cinco mil crianças na Paraíba sendo portadoras da fissura labiopalatina, e para cada 650 nascimentos, nasce um caso. Soma-se a isso uma demanda reprimida volumosa, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. As fissuras labiopalatinas não são apenas alterações na estética, são também a causa de problemas de saúde que incluem má nutrição, distúrbios respiratórios, de fala e audição, infecções crônicas, alterações na dentição.

Este ano, já foram atendidos mais de 100 pacientes com fissuras labiopalatinas no HU e a fila de espera para atendimento no setor está sempre em crescimento. Atualmente existe cerca de 100 pessoas na fila de espera, sendo a maioria crianças de classe média baixa.

Além de provocar problemas emocionais, de sociabilidade e de autoestima. Por isso, o tratamento requer tratamento multidisciplinar com a participação de especialistas na área de cirurgia plástica, otorrinolaringologia, psicólogos, odontologia e fonoaudiologia. Existem vários fatores que têm unido à ocorrência de fissuras labiopalatais, tais como o uso de álcool ou cigarros, a realização de raios X na região abdominal, a ingestão de medicamentos, como anticonvulsivante ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional, deficiências nutricionais, idade materna, infecções, além da hereditariedade.

O cirurgião Paulo Germano, especializado em Cirurgia Pediátrica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), explicou que já atendeu no HU mais de dois mil pacientes com fissuras labiopalatinas que chegam de toda a Paraíba e até dos estados vizinhos de Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Nas terças são realizadas cirurgias e nas quintas acontecem atendimentos ambulatoriais, tudo a custo zero para o próprio hospital. Isso acontece porque o hospital recebe recursos de ONGs e de empresários religiosos”.

A fissura no lábio é um problema de nascença, e a dificuldade que a criança tem após nascer é a questão da amamentação. Paulo Germano acrescenta sobre as dificuldades das crianças que nascem e enfrentam esse problema. “Tenham cuidado quando for realizar a cirurgia, procure saber se não é cedo demais para não afetar o crescimento do osso, nem tarde demais para não prejudicar a fala”, concluiu.

Redação

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