Mesmo sendo considerada uma doença que possui prevenção e tratamento, a hanseníase ainda afeta consideravelmente a saúde pública do País, com cerca de 30 mil casos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na Paraíba, foram notificados 444 casos de hanseníase em 2016, o que representa uma incidência de 11,3 casos em cada 100 mil habitantes.
Em menores de 15 anos foram diagnosticados 28 casos, incluídos no total de notificações, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Com o intuito de prevenir e combater esses altos índices da doença, amanhã é comemorado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, instituído pela Lei Federal 12.135 de 2009 para ocorrer todo último domingo de janeiro.
Na Paraíba, a hanseníase vem apresentando uma tendência decrescente nos coeficientes de incidência, que estão relacionados à detecção de casos novos, porém ainda possui patamares elevados, caracterizando o Estado com Alta Endemicidade (doença comum em uma região). O Brasil é o segundo país no mundo em números de pacientes com a doença, perdendo apenas para a Índia, e cerca de 6% dos casos de hanseníase acometem crianças e adolescentes, com cerca de dois mil pacientes.
Desses, 7% (em média 140) são diagnosticadas com alguma sequela relacionada à doença, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Prevenção
A chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Lívia Borralho, explicou que apesar de ser uma doença crônica e infectocontagiosa, a hanseníase tem tratamento e cura. Os sinais importantes são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade; área de pele seca e com falta de suor; área da pele com queda de pelos, área da pele com perda ou ausência de sensibilidade; sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato.
A prevenção ocorre à medida que o diagnóstico precoce da hanseníase é incentivado, pois com isso há uma quebra na cadeia de transmissão. Dessa maneira, a existência de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos significa circuitos de transmissão ativos.
“As medidas de vigilância são focadas no aumento do percentual de exame de contatos. O tratamento da hanseníase é gratuito e disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde”, disse Lívia.
Locais de tratamento
O diagnóstico e tratamento da doença devem, preferencialmente, acontecer nos serviços de atenção básica (USF). Todas as Unidades de Saúde da Família são orientadas e participam de qualificações relacionadas ao manejo clínico da doença, além disso, são realizadas atividades pelo Núcleo de Doenças Endêmicas, em parceria com o Hospital Clementino Fraga e Gerências Regionais de Saúde.
Redação com SES
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