A Paraíba segue em estado de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar de apresentar sinais de estabilização nos registros associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o estado ainda mantém níveis elevados de circulação do agente, além de registrar crescimento dos casos relacionados ao rinovírus.
O levantamento aponta que todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Na Paraíba, a preocupação se concentra principalmente entre crianças e adolescentes, faixa etária mais afetada pelo avanço do rinovírus.
A capital João Pessoa também aparece entre as 15 capitais brasileiras com tendência de crescimento de longo prazo para os casos de síndrome respiratória grave, permanecendo em situação de atenção das autoridades de saúde.
De acordo com a Fiocruz, o VSR continua sendo o principal responsável pelas hospitalizações por doenças respiratórias no país, especialmente entre crianças pequenas. Embora a Paraíba apresente indícios de estabilização, os níveis de circulação do vírus ainda são considerados altos.
Já os casos associados à Covid-19 seguem em queda na maior parte do Brasil, enquanto a influenza A continua sendo a principal causa de mortes entre os vírus respiratórios monitorados, com maior impacto na população idosa.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação dos grupos prioritários e recomendam medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais e evitar contato próximo com outras pessoas quando houver sinais de infecção respiratória.
O boletim tem como base dados da Vigilância Epidemiológica da Gripe atualizados até o dia 30 de maio e indica que a circulação de vírus respiratórios continua elevada em diversas regiões do país, exigindo atenção da população e dos serviços de saúde.
Redação com Brasil 61
