Pandemia gerou sobrecarga em 68% das mulheres e especialista orienta redução da autocobrança para manter qualidade da saúde mental

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A pandemia da covid-19 trouxe uma série de mudanças para a rotina das famílias e as mulheres foram as mais afetadas pelo ritmo imposto pela crise sanitária. Home Office, demandas do lar, filhos e demais responsabilidades pesaram mais para o gênero feminino, conforme revelou uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, que apontou sobrecarga para 68% delas.

Nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, a psicóloga do Sistema Hapvida, Michele Costa, ressalta que os ‘gatilhos estressores’ trazidos pela pandemia às mulheres podem ser amenizados com uma rotina organizada, horários bem estabelecidos e menos autocobrança, para evitar a autossabotagem.

Mesmo com potencial de estresse causado pelas circunstâncias, Michele sugere que o momento caótico e sem previsão de fim deve ser encarado com mais leveza para fortalecer a saúde mental e reduzir as chances de um gatilho. Dessa forma, o que não for cumprido terá menos chance de provocar angústia, preocupação, frustração, desencadeando ainda outros sentimentos, como a culpa e tristeza.

“Apesar de toda cobrança social e pessoal, encarar com tranquilidade e naturalidade os desafios impostos facilitam o fluxo ‘normal’ do dia a dia. Não podemos ser nosso próprio algoz, não devemos sabotar a nós mesmas”, orienta.

A especialista explica que o período crítico da pandemia do coronavírus desencadeou uma série de dúvidas, incertezas, apreensões somadas à sobrecarga de trabalhos domésticos e home office, além das dificuldades financeiras e no cuidado com os filhos, com várias atividades remotas – formato antes pouco utilizado e conhecido. A falta da rede de apoio também impactou ainda mais na saúde mental das mulheres, que assumiram ainda mais atividades, avalia a psicóloga.

O levantamento feito mostrou que a depressão esteve mais presente entre os profissionais que têm filhos (28%), enquanto a ansiedade entre os que não têm (69%). Michele explica que a autocobrança é ainda mais comum entre mulheres que são mães, que acabam se culpando por considerarem o esforço empenhado ‘insuficiente’.

Para reverter os efeitos de tantas responsabilidades, que geram frustração, olhar mais para si é fundamental. Ela explica que em um cenário de múltiplas tarefas, o autocuidado deve ser priorizado, e em caso de necessidade, a terapia com um psicólogo deve ser considerada. “Focar em si mesma é essencial para que possamos ser melhores a cada dia, enquanto mães, profissionais, mulheres”, relata ela, que aconselha momentos de lazer, a prática de atividade física e a terapia.

Dados – A pesquisa revelou ainda que a ansiedade (76%), insônia (64%), exaustão (69%) e depressão (33%) estão entre os problemas que mais vieram à tona com a pandemia. Em todos os casos, as mulheres sofreram mais que os homens.

 

Assessoria Hapvida

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