Tão permanente quanto a morte, é a lacuna que ela deixa. Essa sensação é potencializada, especialmente, quando a partida não é esperada. Talvez o vazio mais acentuado resida quando se perde alguém por ter praticado o suicídio. Fica a dúvida dos familiares e amigos, buscando respostas quase sempre não explicáveis se, de alguma forma, poderiam ter evitado a tragédia e indagações dos reais motivos de alguém atentar contra seu próprio ser.

E nesse delicado assunto, não é raro identificar amplo tabu, estando ele a gravitar em questões éticas, religiosas e sociais.. Discutir abertamente uma dor, uma chaga real e exposta a cada dia, é algo quase “pecaminoso”, sobretudo em países que herdaram a cultura judaico-cristã, no qual o suicida será “penalizado” no pós-morte.

E aqui não vou adentrar na seara dos dogmas religiosos, tampouco expor números; índices que apontam números de suicídio sejam aqui ou alhures. Não é esse meu objetivo, muito menos tentar explicar os motivos que levam uma pessoa a buscar a “autodestruição”, não como forma de aniquilar sua vida e, sim, debelar uma dor insuportável que leva o indivíduo a buscar uma solução final para o “alívio” dos seus problemas.

O fato concreto é que o suicida não observa mais as equações que possam resolver suas dores, seus problemas. Ele entra numa espécie de transe, que pode levar semanas planejando sua partida, ou de forma abrupta, por simples impulso; “resolver” o fator dor. Aquilo que lhe aflige.

E não cabe a mim, ou a ti, leitor, julgar tais atos. Todos, todos mesmo, são muito particulares e peculiares. O que posso afirmar, com a certeza absoluta, que alguns sinais são visíveis naquele que está a pensar em “ir” e não mais viver; porém digo, em causa própria, que antes de tomar a dura decisão de cometer o “auto-extermínio”, sinais são emitidos em formas mil, que exponho em link abaixo. Link do Ministério da Saúde .

Faz-se importante afirmar que minhas letras não são um manual, longe disso, para prevenir o suicídio. A intenção é dar ciência àquele que neste exato momento pensa em tirar a própria vida que, mesmo que a dor do mundo pareça gigantesca, não desista. Eu não desisti, e hoje sou testemunha viva do quanto é lindo e bom o viver.

E para aquelas que perderam um ente querido, ou que estão em processo de ajuda para alguém com dificuldades, saiba que não é defeito moral de ninguém quando se está em tal situação. Muito menos há “maldição” celestial ou algo do gênero.

E aqui vai um conselho que vale, literalmente, uma vida. Se algo for detectado, um mínimo de desestabilização na conduta emocional daquele próximo a ti, procure conversar. Aconselhar. No mundo acelerado de hoje, a depressão se faz presente nos lares. Depressão e outros transtornos mentais.

Mas, com o diálogo, acompanhamento médico e psicológico e, se necessário o uso de alguns medicamentos previamente prescritos, dores diminuem ao ponto de serem sanadas e, claro, o suicídio, digo, o pensamento suicida desaparece.

E fica uma dica! Independente de você, leitor, se alguém do seu convívio social ou não passa por eventuais dificuldades, desejar um bom dia, ou dar um simples sorriso ou abraço é “soro” da vida para todos nós, afinal, ninguém é feliz sozinho, como um dia disse o poeta.

E salve o “Setembro Amarelo”. Viva a vida! Viva o 10 de setembro, Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Viva todos os dias.

Segue o link do Ministério da Saúde sobre o suicídio: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio

Eliabe Castor
PB Agora

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