Por Wellington Farias

A elite empresarial brasileira, conhecida pela ambição e egoísmo ilimitados, só irá parar com essa asneira de combater o isolamento social – adotado no mundo inteiro – quando o coronavirus começar a matar os seus. Aí, sim, vamos ver com quantas mortes se faz um arrego.

Uma segunda possibilidade seria – que Deus nos proteja! – uma onda desenfreada da contaminação em proporção tal que inviabilizasse os seus negócios, a sua produção, empacando a sua máquina de produzir dinheiro e de satisfazer as suas ambições e seu egoísmo. O que está mais que previsto pelos especialistas, se não houver providenciar urgentes e isolamento total.

Se houver um caos como aconteceu na Itália, as fabulosas máquinas de riqueza terão que parar, causando um prejuízo muito maior. Aí, sim, vamos ter patrão mandando empregado pra quarentena e ate se dispondo a pagar os seus salários durante o período de isolamento.

Na Itália também foi assim: houve uma grande campanha de marketing intitulada “Milão não para”, ignorando por completo um risco cada vez mais iminente, em nome do turismo e da economia.

Deu no que deu.

E, olha, a Itália tem um dos sistemas de saúde mais eficientes do mundo.

Imagina uma dessa no Brasil onde, sem pandemia nenhuma, na sua plena normalidade, já temos caos na área de saúde,

Carreata

O que vimos, em vários Estados brasileiros, foi que as apelidadas de “carreatas da morte”, tiveram a participação restrita aos mais abastados, ao empresariado.; Á madame que, de jeito nenhum, quer coar o seu próprio café, ou lavar um prato, e prega o fim do isolamento social para que a sua empregada doméstica trabalhe normalmente.

Em João Pessoa mesmo, a famosa carreata da morte foi um desfile de carrões lotados de gente fina, de vidros fechados, ar condicionado a mil.

Todos, em sua privacidade, muito bem protegidos em seus isolamentos em confortáveis mansões e apartamentos, mas querendo que seus empregados voltem à rotina, independente do risco que sobre eles se abatem.

Às favas com a saúde dos subalternos.

Exceções

Há exceções dignas de registro.

Enquanto o tal Luciano Hang, o conhecido “véi” da Havan, aquele ridículo que mais parece o Louro José, anunciou a demissão de 20 mil dos seus funcionários – conforme foi noticiado esta semana – dona Luiza Helena Trajano, a proprietária do Magazine Luiza, além de não demitir ninguém, está destinando R$ 10 milhões para ajudar no tratamento das vidas do novo corona.

 

Wellington Farias

PB Agora

Por Wellington Farias

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