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Número de médicos na PB cresceu 70% desde 2011, mas distribuição ainda é falha

Foi lançado no dia 09 de dezembro o estudo Demografia Médica no Brasil 2020, resultado de Acordo de Cooperação Técnica entre a Universidade de São Paulo (USP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo os dados, a Paraíba tem hoje quase 70% de médicos a mais que tinha há nove anos. Em 2011, o Estado tinha 4.886 médicos registrados. Este ano, o número chegou a 8.194. Consultado sobre os motivos de tantas reclamações de falta de médicos nas cidades paraibanas, principalmente no interior, o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais, pontou sobre o tema.

“Temos uma quantidade suficiente de médicos, o problema é a distribuição dos profissionais. Aqui na Paraíba, os médicos estão concentrados em João Pessoa e Campina Grande. Apenas na capital, estão 60% dos médicos do estado. O grande desafio é fazer a interiorização dos profissionais, já que o acesso aos serviços de saúde continua precário”, disse, Roberto Magliano de Morais.

Segundo o levantamento, em 2011, João Pessoa tinha 2.592 médicos, enquanto que em 2020 está com 4.965 profissionais. A Demografia Médica 2020 aponta também dados sobre a quantidade de médicos em relação à população. A Paraíba tem uma média de 2,04 médicos por 1.000 habitantes. Esta é a maior proporção de médicos, em relação à densidade populacional, da região Nordeste. Neste ranking, Pernambuco está em segundo lugar, com 2,02, e Maranhão em último, com 1,08. Já a média nacional é de 2,4 médicos por 1.000 habitantes. A razão de médicos por habitante é ainda maior nas capitais, conforme mostrou o estudo do CFM e da USP.

Ainda na capital por exemplo estão 60,7% dos médicos paraibanos (4.965). Com isso, a cidade tem 6,14 médicos por 1.000 habitantes, um número três vezes superior à média do estado e mais de duas vezes maior que o de países como Estados Unidos da América (2,6), Canadá (2,7) e Reino Unido (2,8). Dentre as capitais brasileiras, João Pessoa é a oitava com a maior razão de médicos por 1.000 habitantes, ficando atrás de Vitória (13,7), Florianópolis (10,68), Porto Alegre (9,94), Recife (8,18), Belo Horizonte (8,13), Curitiba (6,52) e Goiânia (6,95).

O levantamento, sobre as características e a evolução da população de médicos no país, é conduzido há dez anos pelo professor Mário Scheffer, que lidera grupo de pesquisa sobre o tema junto ao Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Veja o estudo completo na matéria da USP:

https://www.fm.usp.br/fmusp/noticias-em-destaque/lancado-o-estudo-demografia-medica-no-brasil-2020

 

Redação

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