Os médicos efetivos da rede pública hospitalar da Paraíba irão aguardar até o dia 15 de junho para deflagrar ou não uma greve por tempo indeterminado.
Em assembleia ontem a noite, na sede do Conselho Regional de Medicina, o comando de greve decidiu criar comissão e adiar a decisão de paralisação para que a Secretaria de Saúde tenha tempo suficiente para montar uma proposta à categoria.
Os médicos reivindicam o pagamento de R$ 1mil por plantão de 12 horas, além da revisão do Plano de Cargos e Carreira, mas admitem que o Estado não tem condições de pagar e querem uma proposta intermediária. Hoje o plantão é de R$ 640. Cerca de 40 médicos, representado os profissionais de todo Estado,participaram da assembléia
Caso os médicos paralisem suas atividades, ficarão com o atendimento comprometido os hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, a maternidade Frei Damião, o Infantil Arlinda Marques, o Clementino Fraga e o Regional de Campina Grande. Durante o período de greve, esses hospitais contarão com apenas 30% do efetivo de médicos, conforme é exigido pelo Código de Ética Médica.
Simed
Participaram da mesa de negociações na assembleia dos médicos o presidente do Simed, Tarcísio Campos, o diretor científico da Associação Médica, Marcos Sodré, além de dois representantes do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes e Tarcísio Dias.
Retorno às atividades foi ontem
Os médicos efetivos do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena retornaram às atividades ontem, mas o estado de Emergência continua. O Conselho Federal de Medicina (CFM) se colocou a disposição do governo do Estado para ajudar a garantir o atendimento médico à população, durante reunião realizada no Palácio da Redenção com o governador Ricardo Coutinho, mas nenhum acordo ou parceria foi firmado durante o encontro. O secretário de Saúde do Estado, Waldson Sousa, também participou da reunião e confirmou que médicos das Forças Armadas podem vir à Paraíba. Os dez médicos cariocas, que estavam de plantão no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena desde a última sexta, devem permanecer à disposição do governo por 90 dias.
Comissão
Os representantes do CFM, o secretário geral Henrique Batista e o 2º Secretário Gérson Zafalon, sugeriram ao governador Ricardo Coutinho a formação de uma comissão com integrantes do governo, do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) e do CFM, para discutir a política de saúde do Estado.
O secretário de Saúde do Estado Waldson Sousa negou que os médicos tenham sido contratados por R$ 6.000 pelo plantão. “Os médicos foram contratados pelo mesmo valor de plantão praticado aqui, de R$ 1.000”, informou.Os dez médicos cariocas permanecerão por 90 dias a disposição do governo da Paraíba.
Jornal Correio








