As mortes por gripe (Influenza) e pneumonia cresceram 231% em 10 anos na Paraíba. Em 2001, houve o registro de 245 óbitos e no ano passado, foram contabilizados 813, o que indica um aumento de 568 mortes em 10 anos no Estado. São mais de duas mortes por dia e só neste ano já foram notificados 40 óbitos pela Secretaria Estadual da Saúde (SES).
Apesar de uma grávida de 27 anos ter falecido em Fortaleza (CE), na terça-feira, em decorrência de contaminação por gripe A, a H1N1, o risco de contágio na Paraíba ainda está descartado e não sugere a existência de barreira sanitária. O óbito ocorreu na UTI do Hospital Maternidade Escola Assis Chateaubriand, na Capital do cearense, onde a paciente estava com complicações renais. Uma outra grávida, de Beberibe (CE) também está internada na UTI da unidade com gripe A em estado grave. Apesar disso, a Secretaria de Saúde do Ceará descartou surto da doença.
De acordo com a gerente executiva da vigilância em saúde da Paraíba, Júlia Vaz, o último caso de Influenza A no Estado está praticamente descartado. Segundo os dados da SES, a vacinação contra a Influenza A atingiu mais de 1,5 milhão de paraibanos no ano passado. O Estado apresentou 28 casos confirmados com quatro óbitos, três em 2010 e um no ano passado.
“A orientação é realizar a detecção precoce, notificar e realizar a coleta para dar início ao tratamento, caso a suspeita seja confirmada. A SES e o MS realizam uma campanha educativa propagando a importância de lavar as mãos, principal forma de transmissão da doença. Além disso, todas as gerências regionais possuem o Tamiflur, medicação recomendada para o tratamento da gripe A”, informou Júlia Vaz.
Campanha de vacinação será em maio
De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha deste ano de vacinação contra a gripe iniciará no dia 5 de maio e segue até o dia 25. Ano passado o Brasil vacinou 30 milhões de pessoas, sendo 540.716 na Paraíba. Destes, 352.349 estavam no grupo de idosos, 83.427 crianças, 54.165 trabalhadores da saúde, 39.106 gestantes e 11.699 indígenas.
“É importante que as pessoas se vacinem, porque a vacina deste ano é diferente da do ano passado, servindo para uma cepa diferenciada, ou seja, vai atuar nos vírus que se modificam”, destacou Júlia Vaz. Ano passado a fórmula da vacina protegia contra três vírus: influenza sazonal, H1N1 e Adenovírus. Ela informou ainda que no caso de alguém necessitar da vacina em outro momento do ano que não na campanha, como mulheres que engravidaram após a campanha, deve procurar alguma Unidade de Saúde da Família para solicitar a dose, porém, como o trabalho é sazonal, não é garantido que haja sobras dos lotes.
Gripe não tratada pode virar pneumonia
“Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirros dos infectados. Algumas vezes, o contato se dá ao tocar objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou seu nariz”, indicou o pneumologista, Sebastião Costa.
De acordo com ele, a influenza pode acarretar febre por até cinco dias de 40‘ a 42‘. Além disso, uma gripe não tratada pode gerar pneumonia, bronquite e a rinussinusite. “As pessoas infectadas podem infectar outras a partir do primeiro dia antes do desenvolvimento dos sintomas e até sete dias ou mais depois de adoecer. Isso quer dizer que você pode transmitir o vírus para outra pessoa antes de saber que está doente, bem como depois de adoecer”, explicou.
Segundo o médico, as pessoas infectadas pela influenza podem ser consideradas potencialmente contagiantes durante todo o período em que manifestarem os sintomas e possivelmente por até 7 dias depois do início da doença. Já as crianças, particularmente as menores, podem ser potencialmente contagiantes por períodos mais longos.
De acordo com o pneumologista Sebastião Costa, os sintomas da gripe incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados à gripe. “Estamos enfrentando uma pequena epidemia de gripe em João Pessoa.
Dicas para evitar o contágio
A primeira medida e a mais importante é lavar as mãos com frequência, pois alguns vírus ou bactérias vivem de 2 a 8 horas em superfícies como mesas de cafeterias, maçanetas de portas e mesas de escritório. Durma bem, pratique atividade física, controle seu stress, beba muito líquido e prefira alimentos nutritivos. Tente não tocar superfícies que podem estar contaminadas com o vírus da gripe. Evite contato próximo com pessoas doentes, aglomerações, locais fechados e ao tossir ou espirrar, cubra a boca.
Jornal Correio
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