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Médico alerta para aumento de queimaduras na época de São João; veja dicas do que fazer após sofrer uma queimadura

Fogos de artifício e fogueiras são elementos tradicionais dos festejos juninos, mas podem agravar as estatísticas de queimaduras durante o período de São João. Quem fala desses riscos e o que fazer após sofre tais queimaduras é o diretor geral do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Laércio Bragante, na capital. Segundo ele, apenas no dia 24.06, foram registrados nove casos de queimaduras, de sete crianças e dois adultos, todas decorrentes de fogos de artifício. Em Campina Grande, pela mesma causa, foram três vítimas nos últimos dois dias: dois homens e um menino de 14 anos. Todos já receberam alta.

Ainda de acordo com Laércio Bragante, na capital, durante todo o mês de junho já foram registrados 54 casos de queimaduras na unidade. Ele avisa que “os fogos de artifício, além da queimadura propriamente dita, levam ao risco de explosão”. Em decorrência disso, queimaduras no rosto, inclusive nos olhos, no tórax e especialmente nas mãos, com risco de amputamento, podem vir a acontecer. O médico chama a atenção, principalmente, de pais e responsáveis, pedindo que monitorem as brincadeiras das crianças durante o período junino. Sobre os cuidados necessários após sofrer uma queimadura, Laércio explica: “Evite colocar no local da queimadura qualquer tipo de substância, como manteiga, óleo, pasta de dente. No máximo, lavar com água corrente, sem esfregar o ferimento, evitar a ruptura daquelas bolhas que venham a se formar, como também evitar retirar o tecido desvitalizado”, afirmou.

O médico alerta sobre a importância de levar a pessoa machucada até a unidade de saúde mais próxima. “O Hospital de Emergência e Trauma está preparado. Temos equipes formadas por dez cirurgiões plásticos em plantões permanentes, 24 horas por dia, para atender a todos”, garante Laércio. “Uma unidade de queimaduras com experiência de mais de 20 anos nesse tipo de atendimento, que dispõe de toda uma estrutura hospitalar, inclusive uma UTI. Mas lembramos: o mais importante, sempre, é a prevenção”, finalizou.

Da Redação

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